quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Coluna Léo Tolomini






Foto 01:Os atores Alício Amaral e Juliana Pardo, de São Bernardo do Campo, São Paulo, apresentaram a peça Donzela Guerreira, no Festival Isnard de Azevedo, no Teatro Álvares Carvalho
Foto 02: Encontro de poesia da Casa de César Félix reúne a vanguarda da arte em Florianópolis. A união dos artistas é para mostrar que a poesia pode, além de mudar o mundo, também ser um meio de vida.
Foto 03: Criança brinca de pescar com tarrafa na Lagoa da Conceição. O Pequenino disse que aprendeu a arte com o pai, e mostrou muita força de vontade na hora de abrir a tarrafa. Uma tradição viva, que deve ser respeitada e admirada.
Foto 04: Uma trupe de crianças invade a Barca dos Livros. Quadrinhos e livros com desenhos são os livros mais requisitados. Assim o futuro pode ser outro!


Vida de pescador não é fácil
Tarrafear não é nada fácil. Preservar a cultura dos pescadores aqui na Lagoa da Conceição é valorizar a cultura e tradição local. É muito difícil pescar de tarrafa, não é nada fácil conseguir jogar aberta.
Outro problema para os pescadores da Lagoa é a quantidade de lixo que vem quando a tarrafa é içada. São sacos plásticos e objetos deteriorados que somente poluem e afastam os peixes do local.
Agora uma técnica muito interessante é capar os siris. Pega-se as patas de trás do siri e as coloca por trás das garras, assim imobilizado o siri e anulando os riscos de ser beliscado.
Para quem quiser aprender a tarrafear é bom começar com uma tarrafa pequena, por serem mais leves e mais fáceis de abrir. Mesmo assim, tem que saber usar o corpo e as mãos para ter sucesso, tarrafa fechada não pega nem bota furada.

28 de agosto, comemora-se os 30 anos da anistia no Brasil
Os anos de ditadura no Brasil e em toda a América Latina foi um período negro, terrível e sangrento. Os corpos e a mente daqueles que lutaram por uma nação, renegando qualquer valor individualista, foram a cruz que carregaram com a militância contra o imperialismo patrocinando a ditadura.
A tortura foi usada cruelmente. Os torturadores eram bestas em formas humanas que não julgavam suas ações. Animais que tomavam o café da manhã, iam para os quartéis e prisões e passavam o dia a sodomizar, eletrocutar e a bater até a exaustão, todos aqueles que tiveram a coragem de desafiar a ditadura.
Em Florianópolis há um monumento em forma de mãos, em frente à Assembléia Legislativa, que louva todos aqueles que lutaram pela liberdade e contra a tirania da ditadura. Dói pensar que o mundo é assim, covarde e opressor em relação aos pobres, os oprimidos e diferentes, que o dinheiro possa comprar tudo.
Fica a lembrança daqueles que lutaram por um mundo melhor. Os militante mortos, hoje, com certeza, estão entre as estrelas, brilhando para inspirar a humanidade por um mundo igualitário.

Teatro de excelência
Os atores Alício Amaral e Juliana Pardo, de São Bernardo do Campo, São Paulo, apresentaram a peça Donzela Guerreira, no Festival Isnard de Azevedo, no Teatro Álvares Carvalho. O espetáculo foi uma peça a parte do evento, executada com muito profissionalismo e liberdade.
Conta a história de uma mulher que se fantasia de homem para guerrear no sertão nordestino. Existe uma paixão assumida entre os atores, que no final ela morre e levanta questões sobre amor e gênero, enraizadas em todos mas oprimidas pelo preconceito.
A peça ensina as pessoas a amarem e respeitarem, sem limites, já que o que interessa está dentro do ser humano, coisa que ninguém pode fantasiar.

Minha Vida Cor de Rosa
O Projeto Cinema falado, do Museu Vitor Meirelles, semana sim outra não, todas as quintas-feiras, às 18h30, leva ao espectador sempre um filme polêmico que segue com a mediação de um professor especializado no tema desenvolvido pelo filme.
O Filme Minha Vida Cor de Rosa, Francês, com direção de Lukas Moodysson, conta uma história de uma menino de sete anos que diz que quando crescer será uma mulher e irá casar com seu amigo de bairro. O filme despeja sobre o espectador um tonel de preconceitos que obrigam a família do menino a mudar de bairro para fugir da “vergonha” que é ter um filho homossexual, diante de uma sociedade que está sempre de olhos bem arregalados para tudo o que é diferente e ousado
A mediação do filme foi da professora de teatro Maria Brígida de Miranda, da Udesc, que levantou problemáticas atuais de nossa sociedade. A professora argumenta que é muito comum escolas e vizinhos destratarem e vigiar tudo o que destoa de um padrão simétrico, que conteste a realidade.

Coleta seletiva completa 15 anos com produção recorde acima das 500 toneladas/mês





Com recordes de produção, a Capital de Santa Catarina completa 15 anos de coleta seletiva pelo sistema de porta em porta. A recente inclusão de 102 novas ruas e do Centro da cidade nos roteiros de coleta seletiva permitiu que a Prefeitura Municipal de Florianópolis, por meio da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap), estendesse o serviço a 6,4 mil domicílios, de modo que atende hoje mais de 80% da população com a coleta de materiais recicláveis.
De acordo com o diretor de Operação da Comcap, Wilson Cancian Lopes, a produção no mês de abril foi de 400 toneladas de materiais recicláveis, número recorde desde abril de 1994, quando a cidade implantou o serviço de porta em porta de forma pioneira no país. Para comparar, em dezembro de 1998, a Comcap chegou a coletar 271 toneladas, desde então, a produção declinou para a média mensal de 150 toneladas.
A produção de resíduos sólidos na Lagoa da Conceição (roteiro que abrange o Canto da Lagoa, Centrinho, Rendeiras, Joaquina e Canto dos Araçás), ou seja, a coleta convencional atinge 338,6 toneladas por mês em média na baixa temporada e 470 toneladas /mês na média dos meses de verão. A coleta convencional da Lagoa equivale no mês a um dia de toda a coleta em Florianópolis.

A melhor escolha é a dos 3Rs:

Reduzir: Consuma menos e prefira objetos mais duráveis. Evite os descartáveis. Dê preferência aos produtos com embalagens retornáveis e recicláveis. Use racionalmente água, luz, gás, combustível e alimentos.
Reutilizar: Seja criativo. Dê novo uso e nova função para os objetos antes de descartá-los. Use os dois lados do papel, reaproveite vidros de conserva, doe roupas, calçados e livros.
Reciclar: Separe embalagens e entregue à coleta seletiva. Esses materiais serão encaminhados à indústria e se tornarão matéria-prima na fabricação de novos produtos. Isso evita a retirada de recursos da natureza. Resíduos orgânicos como restos de comida e cascas de frutas também podem ser reciclados por meio da compostagem.

Não jogue lixo no chão

A Comcap tem mais de 3 mil papeleiras instaladas na cidade de Florianópolis. Estas papeleiras têm manutenção diária. Ainda assim, o pessoal da varrição retira todos os dias das ruas uma média de 370 sacos de 100 litros. No Verão, a quantidade de lixo recolhido das vias públicas praticamente triplica com o trabalho de limpeza das praias.
Não jogue lixo em terrenos baldios, valas, córregos ou bueiros e encostas. Nem na praia ou nas dunas. O lixo jogado em qualquer lugar atrai vetores de doenças como insetos e roedores.
Não deixe lixo depositado na calçada, coloque-o na lixeira ou no contentor.
Embale bem o lixo. Coloque o lixo nos contentores e lixeiras no máximo uma hora antes do caminhão passar. Vidros e objetos cortantes ou perfurantes devem ser bem embrulhados para evitar acidentes.

Roteiros de coleta seletiva na Lagoa da Conceição

Segundas-feiras
Manhã
Canto da Lagoa

Terças-feiras
Manhã
Centrinho da Lagoa e Canto dos Araçás

Quintas-feiras
Manhã
Avenida das Rendeiras, Joaquina, Barra da Lagoa, Cidade da Barra e Fortaleza

Sextas-feiras
Manhã
Campeche região da Lagoa da Chica
Tarde
Fazenda do Rio Tavares e Campeche região da Lagoa Pequena

Ofereça o óleo de cozinha usado para reaproveitamento. Na Capital, pode ser entregue na rede de postos Galo ou no EcoPonto do Itacorubi (no Centro de Transferência de Resíduos Sólidos da Comcap, Rodovia Admar Gonzaga, Km zero).

Gringo's Corner

Dennis Sullivan

The great sages and gurus of travel all share a common sentiment, the notion that the best way to get perspective on the place we live, is to leave it, A paradox to be sure. As I sit in seven lanes of Los Angeles traffic, going nowhere, I realize what it all means. Maybe, I do not soak in the beauty of Lagoa, as I should; the wild lush green mountains that surround us sometimes go unnoticed as the daily grind takes over. The early mornings on Rendeiras, the wavelets lapping at the shore, while the walkers and joggers merrily skirt the edge, should be a part of my morning constitution too. The images are vivid, as thousands of cars in front of me inch forward. I reflect on how much I enjoy having a coffee at Minero or Café Luna later in the day and watching all the folks busily buzzing by. There is the boat ride out to posto 16, the seafood platters and the hike up to the waterfall and a quick swim. My forays to the Dunas, Joaquina, and Praia Mole are all too rare. Most importantly there are the friends I have made; I can certainly spend more time with them, for they add the color to the painting. The traffic has stopped now, all of us dazed, and staring through the front windshield, hoping that the clot clears before somebody goes crazy.

The expat lives a strange life, we try not to compare where we are from and where we are going, but we cannot ignore that our lives are divided. In a few weeks, I will be back in Lagoa, and after I am settled in, and life falls into that certain rhythm, I will wake one morning and I will forget the lush mountains above, the beautiful lagoon, the beaches, and all the rest of the reasons I live here. Instead, I will walk the streets and curse the reckless drivers, the garbage on the roads and empty lots, the dog poop that litters the sidewalks, parks, and trails, and the apathetic polluting of the lagoon. I will then dream of California and all the great things that Solana Beach and Calistoga, have to offer. (The two towns that I live in). I will forget all about the traffic I am in, and all the other bummers of daily life in these towns and concentrate only on the good.

Because life is made up of choices, I am going to chose not to do that, when I get back, I will practice the ‘’BE HERE NOW’ mantra. Forget about the comparisons and simply appreciate everything that is, yes! That is what I am going to do. Those traveling sages and gurus are right, we do gain perspective when we leave a place, maybe not the kind we thought, but we do get perspective.
The knot in traffic has cleared; I will be coasting by the seashore in a few more minutes. Ahh…ya.

TARIFA ZERO NO TRANSPORTE PÚBLICO – UM PASSO INICIAL PARA UMA CIDADE MAIS LIVRE

Não é de hoje que podemos perceber como se deslocar em Florianópolis tem sido muito caro e difícil para a população habitante. Traçando uma linha no tempo, considerando os últimos 10 anos e recortando como assunto a mobilidade urbana, pode-se constatar como a situação está crítica. O resultado é que o debate sobre direito à cidade voltou a ser pauta de discussão na sociedade. Os problemas são visíveis a qualquer hora do dia: engarrafamentos em qualquer avenida, mortes de ciclistas semanalmente, tarifa de ônibus cara, poucas linhas, poucos horários, menos espaços públicos, enfim... Uma série de catracas nos impede de transitar livremente. Consequentemente, milhares de pessoas acabam sendo isoladas de direitos básicos como saúde, educação e lazer. É evidente, então, que uma cidade só existe, na verdade, para quem pode se movimentar por ela.

Em 2004 e em 2005 à população foi às ruas para impedir aumentos nas tarifas do transporte público. Foram semanas de bloqueios de ruas, de manifestações no centro, no norte e também no sul da ilha. As “Revoltas da Catraca” foram sintomáticas e mostraram como o sistema está obsoleto. Seja indo de carro, ônibus, bicicleta ou moto, é sempre demorado, inseguro e caro. Um sistema de transporte falsamente “público”, que visa o lucro privado e não o bem comum, logicamente não está cumprindo sua função de serviço essencial. Que é a locomoção, sem exclusão alguma, de todas as camadas da população para onde elas quiserem ir, sem obstáculo algum que impeça uma pessoa de usar (o preço, má qualidade, falta de horário, demora etc.) Seja esse destino a Daniela, a Armação ou a própria Lagoa da Conceição.

Para transformarmos isso é preciso progredir investindo em políticas de mobilidade urbana. É preciso superar a pauta da lucratividade inserida no sistema de transporte atual, que é um fator essencial de exclusão de milhões de pessoas no Brasil inteiro. É preciso que o transporte seja completamente voltado para interesses da população e é aí que a idéia da Tarifa Zero se apresenta como um primeiro passo para isto.

Em poucas palavras, a Tarifa Zero vai permitir que ninguém mais pague a tarifa na hora do uso dos ônibus públicos. A sua implementação pode ser feita da seguinte maneira: cria-se um Fundo de Transportes Municipal que utilizará recursos arrecadados em escala progressiva para financiar o projeto, ou seja: quem pode mais paga mais, quem pode menos paga menos, e quem não pode, não paga. Por exemplo: o IPTU de bancos, grandes empreendimentos será aumentado proporcionalmente, para que os setores mais ricos de Florianópolis contribuam de maneira adequada, distribuindo renda e garantindo a existência de um sistema de transportes verdadeiramente público, gratuito e de qualidade. Outro exemplo concreto, é a taxa de estacionamento de automóveis no centro da cidade. Ela é cobrada pela AFLOV e, no entanto, não há transparência alguma para onde vai esse lucro exatamente. Pois aí existe um bom destino para ele: o financiamento desta política pública, a Tarifa Zero.

Está em tempo de agirmos pelo acesso de todos ao que a cidade proporciona. A idéia da Tarifa Zero é uma realidade possível e somente um passo no aprofundamento de todo o debate. Cabe ao governo municipal e à população tomar para si essa possibilidade e transformar Florianópolis numa cidade mais livre e justa.

Yuri Gama – estudante de Ciências Sociais da UFSC e integrante do Movimento Passe Livre.

Reunião Acif Lagoa pede segurança pública no bairro



A operação Raio-X vai registrar todos esses problemas. Respostas podem ajudar muito, como quantos turistas a Lagoa recebe por ano? Qual é o PIB da região?
Eduardo Campos, proprietário do restaurante japonês Nigiri e presidente da Acif Lagoa, afirmou em palestra aos comerciários do bairro que é possível trabalhar a entrada da Lagoa da Conceição promovendo eventos, mostrando que o comércio é sólido. “Nada poderá ser feito sem policiamento adequado”, afirma. Na reunião compareceram 16 empresários, representando 12 empresas.
Mas a palestra foi concentrada na segurança, que é um problema sério no bairro. “Os empresários estão preocupados. Antes na Lagoa existiam 14 policiais militares, hoje são cinco. O governador do estado não assina a contratação de policiais civis concursados”, disse Eduardo Campos. A delegacia da Lagoa está muito ocupada somente resolvendo brigas de vizinhos e não tem estrutura para cuidar de problemas mais sérios.
É necessário que os comerciantes sugiram ideias para proteger o bairro. “Não é necessário fazer panelaço em frente à Assembléia Legislativa, mas é preciso pressionar as autoridades. Se o bairro não for seguro, com certeza, o cliente se sentirá acuado e não voltará mais”, diz o palestrante.
A Lagoa da Conceição é o bairro mais visitado de Florianópolis, é preciso fazer um projeto articulado com os comerciantes e secretaria de segurança. Uma ação eficiente é a instalação do trailer localizado na descida do morro, que ajuda muito no policiamento, mas seria preciso mais dois, um na entrada do Canto e outro na entrada da Barra da Lagoa.
Os comerciantes não podem filmar por conta própria as ruas, podem ser acusados de invasão de privacidade. “É necessário lembrar quanto a Lagoa da Conceição paga de impostos por mês, porque não há policiamento adequado no bairro”, disse Eduardo Campos.
Na Avenida das Rendeiras todos os dias os carros são roubados, assim como na Joaquina e na Praia Mole. Um comerciante da Lagoa presente na platéia afirma que está com cinco processos por furtos de carros de seus clientes no estacionamento do estabelecimento.

Entrevista com Renato Geske, o vereador da Lagoa



O vereador da Lagoa, Renato Geske
Renato Geske, 54 anos, é natural de Blumenau e desde cedo aprendeu a valorizar o trabalho. Seu primeiro emprego foi aos 14 anos na Drogaria Catarinense, sendo que, em 1973 veio transferido para Florianópolis. Em 1980 formou-se no curso de Farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Ao chegar à Lagoa montou uma e depois mais outra farmácia, criando a marca Kefarma.
Além de ter sua formação política no antigo MDB, em 1979 participou da Novembrada. Sua primeira experiência nas urnas foi em 1982, ao cargo de vereador, atingindo 1.058 votos, insuficientes para eleger. Paralelamente ao ofício de farmacêutico, sempre atuou em atividades comunitárias, sociais, esportivas e carnavalescas. Sua conquista foi na eleição passada, quando obteve 4.295 votos, sendo eleito vereador de Florianópolis, pelo Partido da República (PR).
Início da militância
Renato Geske na juventude fez o jornal no secundário, “O Foca”, em Blumenau, produziu um programa de rádio, na Rádio Nereu Ramos e trabalhava em farmácia. Fundou a Juventude do Movimento Democrático Brasileiro (JMDB) em 1972. Em 1975 entrou para Universidade, onde participou do movimento social e político de esquerda.
Como estudante de farmácia na UFSC, fazia cartazes, panfletagem, participava de reuniões. Em 1974 percorreu o estado na campanha de Evilasio Vieira, pelo MDB, ao cargo de senador, onde derrotou Ivo Silveira, ex-governador do estado. Aos poucos foi se afastando da militância até vir morar na Lagoa em 1979.
Em dezembro de 1979 veio para a Lagoa da Conceição para se afastar das perseguições aos estudantes, logo após a Novembrada. A Novembrada foi uma manifestação isolada. Lembra que esteve na praça segurando um cartaz no momento que o ex-presidente ditador, Figueiredo desceu do palácio Cruz e Souza para enfrentar os manifestantes.
Engajamento pela comunidade
Seu trabalho com a comunidade tem evoluído. Antes de ser vereador era um porta-voz da comunidade junto aos órgãos públicos. Os eventos realizados pela comunidade contam muitas vezes com o patrocínio da farmácia Kefarma.
A sua escolha pelo Partido da República foi em função da união do Partido Liberal com o Prona, criando o PR. Antes de ser vereador, conquistava vantagens para o bairro em troca de apoio eleitoral, trabalhando com as lideranças da comunidade da Lagoa.
Como vereador eleito, Renato Geske afirma que é preciso ter uma posição político ideológica, para implantar os projetos e obras. No começo do mandato, Renato Geske, foi da base do prefeito, mas por perceber as dificuldades de materialização de projetos de interesse público pelo executivo, Renato Geske hoje é oposição. Ele lembra que mesmo sendo da base, os projetos eram difíceis de serem implantados.
Renato Geske lembra que não pode contradizer sua formação política e a característica da atual prefeitura é “toma lá da cá”. O Partido da República respeita a posição de Renato, mesmo sendo o mesmo partido do vice-prefeito, João Batista. Renato lembra que deve governar a favor da cidade e não do prefeito.
Seus principais objetivos para a cidade é representar a comunidade organizada, em busca do bem comum, e não favorecer o bem individual ou aos seus amigos. O vereador afirma que não pode legislar de costas para o município, deve sempre ajudar a cidade e não legislar visando a reeleição.
Principais ações do vereador:
- Reforma e implantação do projeto da nova pracinha da Lagoa; Nova escola da Lagoa; Policlínica Leste; Reforma da Escola do Retiro da Lagoa; Ciclovia da Osni Ortiga; Câmeras de Segurança no Centrinho e na Avenida das Rendeiras; Maior efetivo da guarda municipal na Lagoa; Revitalização do morro da igreja; Abertura do Lagoa Iate Clube para atividades esportivas para comunidade; Criar a gerência da pesca na cidade; Criar a Casa do Índio; Revitalização da praça do Rio da Barra, da fábrica de gelo e da rampa para barcos; Sinalização da trilha de Ratones até a Costa da Lagoa; Viabilidade do núcleo desenvolver em parceria com a secretaria de saúde para atender crianças com dificuldade de aprendizado; Viabilizar convênio da Barca dos Livros com o apoio da secretaria de educação; Criar a hidrovia Barra-Lagoa; Registrar roteiro dos mais de 20 sítios arqueológicos da Lagoa, com início na Ponta das Almas; Pesquisar o roteiro cultural histórico dos espanhóis em Florianópolis; Ampliação do posto de saúde da Lagoa em parceria com o deputado federal Paulinho Bonhausen; Criar o dia de comemoração da novembrada, em 30 de novembro, em uma sessão solene.

Entrevista: Eduardo Nigiri



O Raio-X da Bacia da Lagoa da Conceição começa quando?
O projeto foi aprovado pela comissão de projetos da Acif no inicio do mês de agosto.
A Acif Regional Lagoa em parceria com a empresa Esag Jr. serão os responsáveis pelo trabalho.
Inicialmente nossa tarefa foi consolidar o questionário da pesquisa que será feita com 500 empresas da região da lagoa, que envolve a Barra da Lagoa, a Costa, Praia Mole, Joaquina, Canto e Porto da Lagoa.
O questionário foi elaborado de uma forma bastante simples para que possa ser respondido sem dificuldade e reúne informações básicas sobre as atividades comerciais e organizacionais que envolvem as empresas de nossa região.
Além das empresas associadas da Acif, também buscaremos empresas, que embora não sejam associadas, têm uma representatividade importante em seu segmento de atuação.
A partir da semana que vem estaremos convocando os associados e não associados para prestar maiores esclarecimentos sobre o trabalho que será desenvolvido e sua importância para o desenvolvimento e fortalecimento do comércio local.
Muitos empresários não resistem na baixa temporada, o que fazer?
Existem três premissas básicas que devem ser seguidas para se ter um negócio:
Produto ou serviço – O empresário que se lança no comércio deve conscientizar-se que o seu produto tem que ser o melhor do mercado. Para fazer isso, basta avaliar a concorrência e ter certeza absoluta que poderá fazer melhor. Não basta, por exemplo, ver que a pastelaria da esquina vive cheia e resolver abrir uma. Primeiro ele deve aprender a fazer o melhor pastel do mundo para ter a segurança de que detém o conhecimento e a partir daí, planejar para abrir o negócio. Muitas vezes, funções importantes como o “Saber fazer”, são delegadas a pessoas que não estão devidamente preparadas para tal e, como diz o velho ditado: Só manda quem sabe.
Atendimento ao cliente – Este é o outro alicerce que mantém um negócio vivo. Não adianta ter o melhor produto do mundo se quem esta responsável por vendê-lo, não domina o conhecimento sobre o mesmo, não é educado e o mais importante, se é perspicaz o suficiente para perceber as necessidades de seu cliente.
Instalações – Se o dois itens acima foram solucionados, o terceiro é a instalação.
O local deve obrigatoriamente ser limpo, organizado e bem cuidado. O luxo e o requinte não suprem os quesitos anteriores. Um banheiro sujo e mal-cheiroso, acomodações desconfortáveis, barulho excessivo, etc., espantam qualquer cliente.
Bom, depois de atender às 3 regras básicas só falta abrir as portas.
O comércio só fatura se a porta estiver aberta. Óbvio não é!
O público só vai a locais que estão com as portas abertas. Se o visitante vem à lagoa e encontra a maioria dos estabelecimentos com as portas fechadas ele não volta mais, ou seja, em sua percepção, a imagem que fica é que aquele comércio não funciona, portanto ali provavelmente ele não voltará mais.
A crise seja ela mundial, nacional, local ou qualquer que seja, só é vencida com TRABALHO. Não existe outra forma de se vencer.
Sinto que muitos ficam desestimulados, o que é natural. Mas nesses momentos o mais importante é ser perseverante e acreditar que se hoje não foi bom, amanhã será.
Ações de fomento do comércio local estão previstas para começar em outubro, mas desde já informo: ESTAS AÇÕES SÓ FUNCIONARÃO COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS.
Qual é o planejamento da Acif para o verão 2010?
Estamos planejando ações de fomento comercial imediatas. Se tudo der certo estas ações terão seu início em outubro. O resultado esperado envolve também uma melhor estruturação do trade turístico da região para atender aos visitantes na temporada.
Como preparar a mão-de-obra para as empresas do bairro?
No projeto Raio-X esta demanda de treinamento será levantada. Precisamos antes de propor algum tipo de capacitação profissional, saber qual a formação dos empresários e seus colaboradores, e a partir daí, definir qual o conhecimento que se aplica a cada caso.
A Lagoa da Conceição tem potencial e estrutura para ter turismo o ano todo?
Acredito que sim, mas os empresários têm que estar atentos aos itens que mencionei anteriormente: produto, atendimento, instalações e estar com as portas abertas.
O que os empresários e a Acif fazem para preservar e não poluir a lagoa?
Acho que nossa legislação está bastante preocupada com a preservação do meio-ambiente. Basta fazer com que a lei seja cumprida que com certeza a maioria dos problema ambientais estarão solucionados.

Para quem tem muito, para quem tem pouco, a Lagoa tem para todos.



Wander Cairo Levy é um historiador fajuto que mistura lendas, conversa
fiada, fatos e invencionices para decupar o que a história oficial não
registra, nem debaixo do pau-de-arara. levy.wander@gmail.com.br


Viver na Lagoa custa o tanto que o morador tem no bolso. Pode ser o bolso do americano que, dizem as lendas, tem uma das maiores fortunas do mundo e comprou uma casa no morro do Badejo botando na garagem um Land Rover e um BMW para passar algumas semanas por ano, como pode ser o bolso do garoto que chegou com um sleep bag nas costas e uma vontade imensa de morar nestas bandas.
A Lagoa dos abonados tem casas imensas, algumas maiores do que os terrenos, como se vê na estranha arquitetura do Saulo Ramos; carrões 4x4, ideiais para rodar no asfalto; rega bofe com direito a show nacional de algum artista de segunda linha e dancing com o melhor Dj do mundo. Aliás cheguei a conclusão que todos os Djs que aqui aportam são os melhores do mundo.
Os ricos e famosos da Lagoa são os responsáveis diretos pelo salto de qualidade no comércio local. Claro que tem mais oferta do que procura porque não somos tão bem servidos de ricos assim. Prova disso está na avalanche de salões de beleza para cuidar das nossas meninas. São tantos que só na rua do shopping tem seis, pode contar. Haja cabelo e unha para fazer.
Os durangos mais maduros se divertem batendo pé pelo centrinho e sentando nas mesas de amigos e conhecidos nos cafés. Tem um deles, famoso, que passa o dia de mesa em mesa e guarda seu parco dinheirinho para comer um salgado comprado no Magia e devidamente consumido no estacionamento do próprio.
A garotada que vive na pindaíba não frequenta cafés, nem barzinhos, mas passa horas nas escadas do nosso grande shopping esperando o dia passar e, quem sabe, uma grana pintar.
Os durangos moram nos chamados puxadinhos. O puxadinho na casa da sogra, a garagem que virou um apê bem baratinho naquelas tortuosas ruas do centrinho ou até mesmo o barracão de obra que foi pintado e ganhou cara de casinha. No verão não tem problema porque tem a praia para passar o dia e as noites são bem quentes. Mas agora, no inverno, haja disposição para aguentar o vento sul entrando pelas frestas do barraco.
No quesito alimentação, os ricos e durangos tem algumas alternativas interessantes no bairro. Para começar, os diversos japoneses com os mais diversos apelos: sistemas do tipo “coma o que puder”, rodízio, quilo, festival e, inacreditável, até mesmo o á la carte. Dependendo do dia dá até para os pindaíbas fazerem uma boquinha.
Depois dos japa, temos as pizzarias dos ricos e a dos pobres. A dos ricos tem seu apogeu nas noites de domingo. Não precisa nem entrar para conferir o PIB local, basta dar uma olhada no estacionamento. Já a dos pobres, aliás são várias, fazem a festa da moçada com seus famosos festivais de pizza salgadas e doces a preço único. Indigesto só o molho pomarola que escorre pelas bordas.
Dá para colocar também na categoria uns e outros, os tradicionais restaurantes da não menos tradicionalíssima “Sequência de Camarões.” Para quem ainda não teve contato com a iguaria trata-se de um rodízio do crustáceo nas suas mais diversas apresentações: alho & óleo, no bafo, a milanesa, no molho, etc. Temos sequência para quatro pessoas bem em conta e temos as mais requintadas e, portanto, bem mais salgadas.
Agora, se tem um lugar onde os dois públicos dividem irmanamente o mesmo espaço, o local é a Costa da Lagoa. Só ali você encontra os gorduchos de bermudas e loiras bronzeadas comendo ostras com os dedos, na frente de seus barcões e a turma que chegou de barquinho de linha traçando pastéis de camarões enquanto a criançada pula do trapiche na água cheia de óleo e outras cositas mas.
E o futebol? Claro que todo rico tem seu canal pago, assina o Brasileirão e pode desfrutar do seu esporte no ar condicionado do seu home theater. Mas, no fundo, ele adoraria estar em um bar com os amigos, longe da
mulher que não entende nada e odeia esta coisa de machista. Os pobres tem seu reduto imbatível, bem no centrinho e isso da uma inveja danada nos abastados. O que aconteceu? Abriram um pub com diversas TVs plasmas e cerveja importada para o pessoal que torce comedidamente assistir seu joguinho sem bate boca da torcida ao lado. Quer dizer: ainda não rolou um grenal no espaço para saber se os gremistas e colorados ricos são tão bem comportados assim.
Mas, se tem uma coisa que todos os moradores da Lagoa, ricos ou pobres, velhos ou novos, homens ou mulheres concordam é que ninguém aguenta mais a variação de preço entre os meses com erre e os meses sem erre. O verão não esquenta só a temperatura, também faz os preços subirem muitos e muitos graus e isto, realmente, não combina com um bairro que conta com uma população fixa razoável e que mantém o movimento do comércio local durante o ano todo.

Saúde: Os deuses Barbie e Ken!



Barbie completou 50 anos, continua com seu sorriso, pele, corpo e aparência inalterados. Ken, sempre em forma, invejável e poderoso. A casa da Barbie, o carro do Ken, a mobília, as roupas, impecáveis. Um estilo de vida aprovado, atual, na vanguarda, sinônimo de sucesso e felicidade, estampados em semblantes que transmitem confiabilidade e segurança em seu futuro. De plástico, pensarão alguns críticos. Inanimados, dirão outros. Bonecos, torcerão o nariz os céticos. Modelos de vida de milhões de fãs, afirmarão admiradores inconscientes exclamando apenas: “parecem reais”!

Superpoderosos, não sofrem de depressão, angústia, transtornos ou vícios, pois desprezam as muletas sociais que possibilitam as defesas psíquicas para obter o equilíbrio necessário a sobreviver. Eles têm a máscara da felicidade, dominam o conhecimento de tudo que é positivo, com eles não há tempos ruins, crises, tristezas, perdas. Dominam seu estilo de vida.

Humanos ficam irritadiços, ansiosos, insatisfeitos sentem-se impotentes e incompetentes. Se não fracassam ao menos têm a sensação de que pioram com o tempo. Alguns percebem a interação com o meio, o tanto que foram influenciados pela família, ou de modo mais angustiante, como seus filhos refletem seus comportamentos e valores. Sentirem-se vítimas ou culpados é participar de um ciclo vicioso enquanto o tempo está passando, sobra um resto de indignação diante da falta de sentido na vida que indica um desperdício de algumas coisas essenciais, difíceis de nomear, pois compete a cada um fazê-lo.

O imaginário que advém da felicidade de Barbie e Ken, indica que existem fórmulas mágicas, prontas, que nos possibilitam acalmar nossas mentes, abrandar nossos corações, prometendo a segurança para enfrentar o mundo competitivo e hostil que não nos permite as posturas de exposição da fragilidade humana, essa coisa chata que teima indicar o quanto nossa vida é imperfeita. Barbie e Ken não conhecem imperfeição, falha humana, depressão, injustiça, sacanagem, fracassos, erros, consequências, e principalmente as fraquezas da alma.

Em regra utilizamos comportamentos para evitar pensar, conversar e discutir sobre política, economia, religião, qualquer coisa que impeça o debate e a contestação, afastando a argumentação, tudo que impeça o conhecimento fruto da reflexão. Afinal, nunca se viu a Barbie e o Ken contestarem, indagarem, refletirem sobre as questões essenciais e fundamentais da vida, pois diante destas já nasceram acabados, prontos para o sucesso. E nós, humanos, morremos de inveja ou seria uma alienação, uma corrupção do espírito?

Transformar a vida é possível quando percebemos nossa humanidade, e ela é formada principalmente pela nossa imperfeição... quanto mais nos aceitamos imperfeitos, mais compreendemos a humanidade de todos os que nos cercam, mais distantes do mundo perfeito de Barbie e Ken nos tornamos, aceitamos conviver no mundo onde permeia a imperfeição.

Este mundo que só elogia o belo, o estético, o positivo, o correto, o engajado, o que está na moda, o que detém força e poder, é um mundo sem tolerância, que não consegue conviver onde houver o feio, a ignorância, o fora do padrão socialmente aceito, o diferente, a falha, a imperfeição, o que falta, o pobre, o insucesso, a burrice, o careta, ... enfim, a miséria humana passa a ser desprezível, escondida e negada. Sempre houve esta tendência, talvez o que tenha mudado é a forma estética da expressão do humano, pois os discursos proíbem mostrar a falha social, a falta humana, a brevidade do ser.

Na verdade, somente por efêmeros momentos é que estamos realmente tão felizes quanto Barbie e Ken, porém negamos e deixamos de questionar a cerca do que não é efêmero na vida, a própria falha em existir. As pessoas podem ser boas e felizes, embora a condição humana, e portanto passíveis de projetar naqueles que estão ao seu redor a própria imperfeição, acusando, apontando, mostrando... É assim que crescemos, nos desenvolvemos e aprendemos a ser gente, interagindo nas faltas e falhas em ser e existir, e, é por isto mesmo, que precisamos buscar o que houver de especial na produção humana que aborda estes temas (arte, literatura, filosofia, cultura...)

A esperança mais consistente a passarmos às futuras gerações, com coisas muito mais importantes que patrimônio ou segredos de felicidade baseados em mistério e manipulação, consiste em nos ocupar de sermos especiais, interessantes, questionadores, inquietos, anarquistas, alquimistas, metafísicos,... qualquer coisa que nos faça ser protagonistas da construção de nossa essência, e não meros repetidores de modelos que nos preenchem de insatisfação e angústia.

Romeu Jesus Tieppo, CRP 12/00694,
psicólogo clínico p/ adolescentes e adultos.
Telefone: 8822-6411
Visite o blog: www.rjtieppo.blog.uol.com.br

Crônica: O Vôo do Búfalo




Estávamos tomando uma gelada no Mercado Público eu, o comandante, um sargento, um cabo e o dono da Flamberia. Depois de muitas geladas e todos já bem “alegres”, o sargento, muito famoso no reduto fez um convite:
- Precisamos ir ao Rio de Janeiro para visitar o Morro do Turano, e claro, as lindas Mulatas do Salgueiro. Vai ser um espetáculo ver aquela molecada tocando.
Ficamos todos empolgados com a história e como bons cariocas que éramos, nem pensamos duas vezes. Alguém disparou:
-Num tem problema, eu libero o Búfalo para levar todo mundo pro Rio. É só fazer uma relação com CPF e RG que todo mundo embarca.
Depois de tomarem mais algumas e várias, os amigos se despediram e foram, cada um, para o seu bairro.
Logo que chegou à Lagoa, um dos envolvidos com o fato foi espalhando a boa notícia para todo o pessoal:
- Olha gente, estava agora com um amigo lá no Mercado, tomando umas e descolei uma boca livre para todo mundo. É que vai ter uma apresentação no Salgueiro, agora, no próximo fim de semana, o maestro liberou o Búfalo pra 20 pessoas irem ao Rio de Janeiro. Quem quiser ir passar o fim de semana no Rio tem que dar o número do CPF e o RG pro Giovani, pra fazer uma lista pra entregar ao Mané.
Na hora foi uma correria, todos quiseram aproveitar tão boa oportunidade, afinal era um passeio no Rio de Janeiro, e o melhor, a raça toda envolvida numa viagem histórica.
Passados uns dois dias, a relação como os vinte sortudos estava pronta. Eu peguei a lista e mandei pra frente. Libera a raça! Um outro amigo falou:
- Na volta vamos fazer uma caranguejada. Não tem!!!
Nesse meio tempo um dos futuros ex-convidados da viagem, o Vadinho, todo empolgado com a possibilidade de ir ao Rio de Janeiro, já armava seu esquema.. saiu pela cidade comprando o seu “enxoval” de viagem. Comprou bermudas novas, chinelos novos, mala nova, camisas novas, sapatos novos, meias novas, tênis novos e até cuecas novas. O Vadinho comprou tudo para a sua tão sonhada viagem com os amigos para ir ao Salgueiro.
No meio deste rolo todo, recebemos uma ligação!
- Você não sabia? A viagem foi cancelada. Ninguém vai mais para o Rio de Janeiro.
O que eu vou fazer agora? Questionou um dos integrantes do grupo.
Percebendo a saia justa em que se metera, o anfitrião não perdeu a chance de transformar essa situação numa grande galhofa e respondeu com uma pergunta:
- Meu querido, você já viu um búfalo voar?
O Vadinho era o mais indignado respondeu:
- Não, nunca vi Bufalo voar.
Então meu quirido:!...
- Vamos fazer o campeonato de dominó e esperar a seleção jogar as 16:00 h. Um outro grita...Ademir, libera o kit ( Cachaça , uma granada ( bolo de carne) e um martelinho).

Por Márcio Godoy e W. Klinger.
Próximos encontros: Bar do Boni, Maurílio I e Maurílio II, Flanar, Bar do Ademir, Pracinha da Lagoa e Bar do Oliveira, Bar do Pepeto e Taba na Costa da Lagoa.
Contato: godoy@godoy.com.br

Nova delegada na Lagoa da Conceição




A delegada Michele Alves Correa Rodrigues é a nova delegada da Lagoa da Conceição. Ocupando o cargo há um mês, ela é natural de Tangará, oeste de Santa Catarina. No ano de 2002, Michele Alves era escrivã da polícia em Chapecó, trabalhando na delegacia da comarca de Coronel Freitas, quando concorreu no último concurso em 2008 para delegado. Passou na prova e foi locada aqui na Lagoa. Ela mora no Itacorubi e é responsável pela segurança do Rio Tavares, Itacorubi e Barra e Lagoa.
Para a delegada Michele Alves não é diferente o trabalho de Chapecó em comparação à Lagoa da Conceição. “Aqui no bairro há muitos roubos aos turistas. No litoral é muito comum furtos e homicídios por tráfico de drogas; em Chapecó são as intrigas pessoais, por haverem poucos empregos e falta de opções de trabalho”, diz a delegada.
Segundo a delegada, coibindo o tráfico em Florianópolis acabam os crimes. Ela lembra que na capital, 99% dos crimes envolvem tráfico de drogas, em Chapecó 80% dos crimes são brigas e ajustes de contas.
Somente é vítima quem não sabe se proteger e prevenir os furtos. Os turistas que chegam à ilha vão surfar ou passear e deixam expostos os pertences, como bolsas, mochilas, notebooks ou câmeras fotográficas. É preciso esconder e guardar os bens no carro, pedir para um amigo cuidar ou deixar aos cuidados de um restaurante, por exemplo.
Entre os turistas descuidados é comum perder documentos que, muitas vezes, podem ser usados indevidamente por bandidos. A atitude correta do cidadão é sair somente com a identidade, os outros documentos devem ficar guardados.

Dicas de segurança
Na praia há olheiros que ficam de tocaia e que indicam quando veem um carro com placa de fora da cidade, para assim roubarem e trocar por drogas. A delegada Michele Alves lembra que cada um deve cuidar de seus pertences e que segurança pública é um papel de todos.
A delegacia da Lagoa está sempre cheia de casos de brigas entre vizinhos, de inquilino com proprietário, por questões de pagamento. Muitas vezes estes conflitos são questões civis, assim, é possível chamar as partes e encaminhar para o posto de conciliação, ao lado da delegacia. “Fazem de boca os contratos. Não quero mais perder tempo com picuinhas. Há questões mais sérias no bairro como o tráfico”, diz a delegada.
Na Lagoa da Conceição é muito comum a carona. A delegada lembra que os motoristas não devem parar para desconhecidos. Na Lagoa os moradores são sazonais, cometem o crime e depois se mudam para outras cidades sem deixar contatos, dificultando o trabalho da polícia.
Michele Alves pretende trabalhar em parceria com o delegado Anselmo Cruz. O delegado terá outros trabalhos na Secretaria de Segurança Pública, em um projeto mais amplo e estratégico.

MEMÓRIA: Celso Traub – Médico Psicoterapeuta



Todos nós somos possuidores de um vasto arquivo de memórias que orientam os nossos sentimentos, porém nem sempre estas lembranças estão disponíveis ou são suficientemente claras. Torna-se necessário o resgate desta nossa história.
O resgate da nossa memória pode ser capaz de dar um novo sentido ao presente, e a partir daí, recriar-se um futuro mais consciente de quem nós somos e do que podemos realizar com aquilo que descobrimos que somos.
Não é tarefa fácil, pois muito deste conteúdo está parcialmente oculto para nos afastar da dor e de nossas dificuldades não superadas.
Ao nos dedicarmos a este resgate, vamos entrar em contato com emoções e sentimentos silenciados, coisas que foram ficando guardadas na “caixinha preta” da nossa memória. Histórias e segredos de família, os momentos de felicidade passados com pessoas queridas que partiram e que quando envoltos por essa energia, chega a doer de pensar que não as veremos mais.
Memórias que compõem o nosso inconsciente pessoal, impregnadas do inconsciente coletivo familiar. Coisas que com o tempo precisam ser olhadas com carinho, em nome do compromisso que vamos tendo que assumir com a nossa liberdade e também com a libertação das gerações que estamos ajudando a criar agora. É resgatar a memória para continuar fazendo a história.
Somos a soma das nossas vivencias, da nossa capacidade de sentir, dos nossos sonhos e da capacidade de lidarmos com o resultado disto. Alienar parte importante de nós mesmos é vivermos alijados do nosso eu verdadeiro, mesmo que isto diminua a nossa dor.
Vamos aceitar o nosso passado, reviver nossas memórias e trabalhar para dar a elas um novo significado que nos traga força e consistência para seguir adiante com confiança e otimismo.

Celso Traub – Médico Psicoterapeuta
celso@celsotraub.com – Fone: 32328660

Pintor de Felicidade






Luciano Martins é inspirado pela realidade infantil em uma explosão de cores

Em pouco tempo, faz um ano que Luciano Martins deixou a publicidade para se dedicar às artes plásticas. Há 11 anos começou a expor, mas desenha desde criança. Lembra que sempre gostou das artes visuais e que queria desenhar tiras para jornal. Sua arte hoje é sucesso absoluto na cidade com pinturas de personagens, animais e algumas paisagens.
Seu trabalho é muito influenciado pela história da arte, mas também retrata seu dia-a-dia, refletindo sua vida e a da sociedade. Bombardeado pelas informações sobre a morte de Michael Jackson, pintou um retrato do músico sempre com seu estilo peculiar.
Luciano Martins afirma pintar obras que transmitam felicidade, para que seus clientes possam alegrar sua casa, se sentindo bem ao ver a pintura, com uma energia leve. No mundo moderno todos buscam a felicidade e porque não encontrar na pintura.
O artista no passado era marginalizado. Luciano Martins diz que antes de ser pintor, já era um profissional realizado na publicidade, na agência Prime, uma das maiores em Florianópolis. Mas foi somente com a pintura que se tornou conhecido.
O artista diz que sua inspiração é Florianópolis com suas cores e energia. Luciano Martins afirma que se morasse em outra cidade, com certeza, suas telas seriam diferentes e não teriam as mesmas cores. Sua arte é autodidata, apesar de admirar os artistas acadêmicos, como Juarez Machado. Martins diz que sente um pouco a falta de técnica, mas seu trabalho explode em cores vivas e energia positiva.
Arte da ilha para o mundo
Fábio Martins, irmão do artista e responsável pela administração da galeria e projetos, trabalha há dois anos com o irmão e diz que o trabalho de Luciano é lucrativo, o que faz com que as obras permaneçam e alcancem cada vez mais admiradores. A obra de Luciano permite ir para outras superfícies. Há a coleção Luciano Martins em adesivos, objetos e pôsteres.
O direito autoral é uma das vertentes do artista. Ele empresta a identidade visual para eventos ou produtos industriais, revistas, toalhas, bichos de pelúcia, enfim, tudo que possa receber a marca do artista.
Nos últimos dez anos a produção de Luciano Martins foi muito intensa, sendo hoje um dos maiores pintores de Santa Catarina. “Ele precisa deixar a modéstia de lado”, diz o irmão Fábio. Sua média de produção são 10 quadros por mês, de diversos tamanhos, muitos com mais de um metro de dimensão. Suas obras são livres, com um intenso processo criativo. Quem leva uma obra carrega consigo um pouco do espírito do artista.
Luciano Martins também é bastante ocupado com encomendas. Nesse caso, faz com que o comprador seja cúmplice, sempre ajudando no conteúdo da obra, seja pintando uma família, retratos ou animais. Luciano Martins estuda para fazer suas obras, assiste a filmes, navega e pesquisa na internet, sempre procurando inspiração.
Para Luciano “o grande desafio do ser humano é ser feliz. É preciso saber onde encontrar a felicidade, todos os caminham ajudam. É necessário achar a energia do bem”. Sua arte é para todos, o que faz com que seus fãs tenham uma grande empatia por seu trabalho. As telas podem estar no quarto de uma criança ou podem decorar o escritório de um respeitável advogado.
As obras do artista atingem um universo grandioso. Todas as telas possuem sensibilidade. Luciano Martins garante navegar no mundo infantil, trazendo à tona a paixão pela vida das crianças. Suas obras são coloridas, com formas arredondadas, mas o artista garante que as obras são para todos. A criança é feliz por natureza e Luciano aflorou seu talento depois do nascimento de suas filhas, Aline, 12 anos e Julia, 9 anos.

ESPORTES: Desafiando montanhas





Por Caroline Lucena. Contato: editorial@jornaldrop.com.br

Bruno é um garoto determinado. Mesmo nascendo e morando perto da praia, ele resolveu explorar duas modalidades de esportes bem distintas. Vizinho das dunas da Joaquina, desde cedo aprendeu a aperfeiçoar as técnicas de sandboard. Hoje, sua experiência na areias é usada como reforço para enfrentar as montanhas geladas e os saltos arriscados do snowboard. Descubra um pouco mais sobre esse aventureiro de apenas 22 anos.

Como foi seu primeiro contato com o esporte?
Andei pela primeira vez de sandboard com nove anos, nas dunas da Joaquina, que ficam do lado da minha casa. Meu primo já estava praticando e me chamou para ir junto.

É muito difícil aprender sandboard?
O sandboard não é um esporte difícil de aprender, basta um pouco de persistência. Acho que no começo é preciso coragem para dropar as dunas maiores.

Quais as principais técnicas?
Primeiro é preciso equilíbrio para ficar em pé na prancha. Manter-se agachado e colocar o peso mais na perna de trás. Depois que se aprende a fazer as curvas, fica mais fácil guiar a prancha. A partir daí o negócio é praticar até obter controle total. Só depois eu aconselho a arriscar-se nos saltos.

Como surgiu a idéia de partir para o snowboard?
O snowboard é um esporte bem conhecido no mundo todo e existem diversos filmes. Sempre assisti aos vídeos para aperfeiçoar minhas manobras, com isso foi surgindo uma vontade tremenda de praticar a modalidade. Fiquei curioso com as manobras radicais e aquelas descidas sem fim. Em 2006, um amigo me botou uma pilha para ir para o Chile, peguei o ônibus e viajei 47 horas, mas valeu a pena.

Fale um pouco sobre essas duas modalidades...
O sandboard é um esporte bem tropical, diferente do snow, onde os lugares para praticar são frios e exigem roupas pesadas. Mas a principal diferença com certeza é a velocidade. No sand você chega a uns 40/50 km por hora. Em certas modalidades do snowboard dá para atingir até 100 km. Os saltos na neve são muito maiores, pode-se dizer até gigantescos. Algumas rampas podem medir 40 metros de distância entre a ponta da rampa e a aterrissagem. No snow dá para subir a montanha no lift e na duna só caminhando mesmo. Mas cada modalidade tem seus atrativos.

Qual delas você pratica mais? Por quê?
Com certeza o sand. Eu moro do lado da praia. Para praticar snow preciso viajar para algum lugar com neve.

Tem muita diferença da areia para a neve?
No snow usa-se muito a borda da prancha, é necessário afiar as bordas para fazer as curvas de uma maneira melhor. No sand a gente usa mais o fundo da prancha e as curvas são realizadas de forma diferente. No sand o atrito também é muito maior e as descidas não são tão longas.

Como andam seus treinos? Quais os lugares que você costuma aperfeiçoar suas manobras?
Eu costumo praticar sandboard pelo menos três vezes na semana, nas dunas da Joaquina. Como estou fazendo faculdade, meus horários estão corridos. Mas todos os anos eu faço uma viagem para algum lugar da América Latina e pratico snow.

Qual a manobra que você mais gosta de executar?
Backside 540. É uma manobra de rotação que exige muito controle da prancha e velocidade.

Qual manobra você considera mais difícil?
Creio que as manobras mais difíceis são os backflips, é um mortal para trás. Para executá-lo é preciso confiança e muito treino.

Quais os lugares que você conheceu por causa do esporte?
Com o sandboard conheci muito do litoral catarinense. Araranguá, Garopaba, Ibiraquera e Jaguaruna são grandes potências. Mas ainda pretendo conhecer o Peru, dizem que lá as descidas são gigantescas. Com o snowboard conheci o Chile, Argentina e Estados Unidos.

Teve algum momento inesquecível?
Nos Estados Unidos em 2008. Fui para uma cidade chamada Aspen, peguei a melhor temporada de neve dos últimos 30 anos, segundo os próprios moradores. Muitos dias de neve, estradas interditadas. Foram momentos perfeitos que vão ficar registrados para sempre na minha memória.

Quem foram seus maiores incentivadores?
No sandboard sem dúvida o próprio pessoal que pratica a modalidade, pois é muito ruim treinar sozinho. No snow, o incentivo veio de um amigo que botou pilha para eu viajar pela primeira vez. Depois meus pais me deram um grande apoio, também recebi uma força de um amigo chamado Mario Zulian, que é atleta de snow (um dos melhores riders do Brasil). Teve algumas marcas que apoiaram minha caminhada: Aia Boards, Mormaii Eyewear, Overtravel 360, Yep Brasil e a Confederação Brasileira de Snowboard.

Fora o esporte, quais as outras atividades que você desenvolve?
Gosto de surfar, embora esteja parado há um tempinho. Também ando de skate, faço musculação e jiu-jitsu. No momento estou cursando a sétima fase de educação física na UFSC.

Deixe um recado para os leitores...
Sempre acreditem nos seus sonhos. Mesmo não havendo neve no Brasil, eu me arrisquei nesse esporte e de certa forma me dei bem. Muitas pessoas nem sabem que o Brasil compete em modalidades na neve, mas o pessoal está muito bem. Uma atleta brasileira inclusive já disputou uma olimpíada e ano passado ganhou uma etapa do mundial. Eu consegui um 10º lugar em um campeonato sul americano de snowboard. Pode não parecer grande coisa, mas eu tenho orgulho, pois competi com pessoas que moram em cidades onde a neve é constante. Bem diferente da minha situação, já que aqui em Floripa o ponteiro pode chegar aos 37 graus de temperatura.

Gastronomia





Blaise Bourbonnais é consultor e personal chef com experiência internacional, especializado em alimentos orgânicos. Realiza eventos e cursos em sua cozinha no Rio Tavares. Fone 48 84147451 ou E-mail- blaisebourbon@yahoo.com.br


O verão está chegando e não podemos perder a chance de refletir sobre nossas atitudes. É nessa época do ano que recebemos nossos parentes e amigos, e toda sorte de pessoas baixam por aqui em busca lazer e diversão. Por isso todo cuidado é pouco quando se trata resíduos recicláveis do dia-a-dia, visto que muitas cidades ainda não possuem coleta seletiva de lixo, portanto muitas pessoas não têm o hábito de separar o lixo em reciclável e orgânico. Se faz importante informar aos visitantes sejam parentes, amigos, turistas acidentais ou não, quais os dias de coleta naquela rua ou região. Não podemos baixar a guarda na busca por diminuir ao máximo nossa interferência no rumo sábio da natureza.

Os pomares daqui do sul estão recebendo de bom grado este sol de verão dos últimos dias após um longo período de chuva. È hora das morgotes, ponkãs, tangerinas, bergamotas, mexiricas, mostrarem a que vieram. Geladinhas e docinhas fazem a festa nos dias quentes de verão. A receita destaque desta semana é uma justa homenagem a esta fruta tão saborosa e versátil.

GELATINA COM TANGERINA

4 xíc de suco de tangerina coado
¼ de xíc de açúcar
1 e ½ col de sopa de gelatina em pó sem sabor
1 col de sopa de casca de tangerina ralada

Modo de fazer

Misture o suco e o açúcar. Coloque a gelatina em um pouco de suco e deixe hidratar por alguns minutos. Leve ao fogo baixo até dissolver bem. Junte a mistura anterior. Acrescente a casca ralada e misture.
Coloque em um forma de 18 cm de diâmetro, de buraco no meio, untada com óleo.Leve para gelar até que fique bem consistente

Para calda

1 ¼ de suco de tangerina
1 col de sopa de casca de tangerina ralada
3 col de chá de amido de milho
¼ de xíc de suco de limão

Modo de preparo
Leve todos os ingredientes ao fogo em uma panela, mexa até engrossar

Sirva sobre a gelatina


PATÊ DE LEGUMES

4 col de chá de cominho em pó
4 dentes de alho orgânico
4 col de sopa de azeite orgânico
¾ de xíc de farinha de trigo orgânica
300 gr de abobrinha orgânica sem casca e cortadas em fatias finas

3 pimentões vermelhos orgânicos, sem pele e sem sementes cortados em fatias
300 gr de mussarela 300gr de abóbora orgânicas sem casca cortadas em fatias finas

Modo de preparo

Na véspera faça uma farofa com o cominho, sal, o alho, o azeite e a farinha de trigo. Forre com papel-manteiga uma forma de bolo inglês de 28x12x7,5 e unte com azeite. Faça camadas alternadas de legumes e entre elas camadas da farofa feita na véspera. Pressione bem e leve ao forno bem quente (220°), pré-aquecido, por uma hora e meia ou até ficar firme (aperte com as costas de uma colher a superfície do patê ). Retire do forno e deixe esfriar na forma. Cubra com papel-alumínio, e por cima, coloque um peso. Leve para gelar até o dia seguinte. Sirva em fatias.


PIMENTA DO REINO

A pimenta-do-reino é o fruto de uma árvore tropical que nasce como a uva. É um dos temperos mais consumidos no mundo. Pode ser branca ou preta e a diferença entre as duas é determinada pelo estágio de maturação. A pimenta-do-reino branca é retirada da árvore e colocada para secar quando já está madura. A pimenta-do-reino preta é posta para secar ainda verde, depois de seca, adquire uma coloração mais escura. As duas têm o mesmo sabor, mas a branca é mais suave, porém não tem o perfume da preta. A branca é mais indicada para o preparo de suflês, peixes, omeletes, e cremes. A preta pode ser usada em qualquer preparação. O segredo é moer na hora de comer para poder aproveitar todo sabor desta maravilha.

Suco de uva e amora

Têm algumas cores que são mais instigantes que as outras. A uva além de deliciosa ainda tem essa particularidade.

Pegue 2 xíc de suco de uva orgânico concentrado
2 xic de polpa de amora orgânica congelada
Suco de 1 limão
1 e ½ xíc de água
Bata tudo no liquidificador acrescente gelo e sirva

Agradecimentos

Agreco, Vegetal Brasil, Viapaxbio, Via Inox Tramontina, Ib Trading, Frigo Sonho, Banca de orgânicos do Xisto (sacolão da beira-mar)

Ricardinho Machado




Foto 1: Além da mariscada no Maurílio, um churrasco organizado pela galera do canto da praia da Joaquina brindou boas novas para a primavera. Divulgação
Foto 2: Flávio Guimarães mostra que tem estilo e bossa no comando o Vecchio Giorgio. Divulgação Desirée Trindade
Foto 3: Modelo Maryeva Oliveira, descontraidamente, na mesa do restarante bom gosto Maria Farinha, nas Rendeiras, com sua afilhada Aroha Machado Bontorin. Divulgação/Ricardinho



Parque já
A coluna já vem batendo nessa tecla. Mas agora já virou um abaixo assinado, encabeçado pelos amigos Eduardo Paredes e Gastão Meirelles, e começa a tomar corpo a idéia da conquista da área após o posto de combustível de quem desce o morro da Lagoa da Conceição, para se transformar no Parque da Lagoa. A criação do Parque Municipal do Vassourão tem unanimidade no meio dos moradores, nativos e adotados. É a única área de respiro urbano no Centrinho da Lagoa às futuras gerações. É preciso preservar o Parque do Vassourão. Ou agora, ou não teremos mais uma área desse porte no centro urbano da Lagoa.
Bandeira
Seccional da Acif da Lagoa da Conceição precisa intervir com mais firmeza na vinda dos Guardas Municipais para apoiar nas questões do trânsito. Mesmo antes da temporada, dois policiais com moto poderiam facilmente organizar os congestionamentos que incomodam a todos na encruzilhada do LIC e no encontro da Osni Ortiga com a avenida das Rendeiras. Será que é tão difícil assim, bicho!?
Sandubêncio
Empresário e motociclista Marcelo Victorino comemorou em agosto um ano de Sanduicheria na Ilha. Já são quatro lojas em Santa Catarina e mais uma franquia em Campo Grande do sanduíche estilo Mercado Público de São Paulo com mortadela Ceratti. Sucesso no Centrinho da Lagoa, onde se concentra a raça de duas rodas.
Jinga
A Lagoa da Conceição vive momentos de comemorações de empreendimentos que vieram pra ficar. Como o Jinga Bar, do músico empresário Márvio Pereira, que sentou banca na avenida das Rendeiras e comemorou 3 anos de jingas e requebrados levando naipes musicais de primeira linha
Vecchio
E não foi diferente a festa de 4 anos do pub Giorgio Vecchio. Proprietário Flávio Guimarães levou uma pá de Vips e famosos para a festa que varou a noite fria da Lagoa da Conceição. Fria lá fora, mas dentro uma brasa, mora!
Flutuante
Proprietários de veleiros e sócios da Associação de Velejadores da Lagoa da Conceição estão comemorando a aquisição da nova sede da entidade. É flutuante. Nada mal. Aliás, com custo zero, já que o casco da lancha foi doado para a associação e vai ficar ancorada no trapiche dos barcos à vela. Sem contas de água ou de luz.
Café&Arte
O mais novo chope café da Lagoa da Conceição mostra que veio pra ficar. E longe dos tradicionais e mais antigos que preferiram marcar território dentro do posto de combustível. Seus proprietários, Elizeu e Elizete, nome de dupla musical, que apostar no happy hour com música. Pegou!
Casa de teatro
Sucesso as sessões de teatro infantil do Festival Isnard Azevedo que rolaram na Casa das Máquinas com a sala sempre lotada. Mostrou que o espaço multicultural veio pra ficar e engrandecer o Casarão da Lagoa como braço cultural da Fundação Franklin Cascaes.
Joaca
Uma baita mariscada reuniu a raça das antigas na praia da Joaquina. Culpados foram os amigos Rochinha e Narbal Corrêa que foram até a pedra Careca buscar o produto e depois a confraternização rolou frouxo no restaurante Maurílio I, empolgando o Carece. Parecia abertura de temporada.
Grenal
A tradicicional rivalidade esportiva dos clubes de futebol de Porto Alegre ganha um novo contorno depois de confirmada a vantagem do Grêmio Portoalegrense de 5 mil torcedores a mais quando entra em campo do que seu rival Internacional. Aqui na Lagoa da Conceição nem precisa de pesquisa: essa diferença é latente quando tem Grenal. Torcida do Grêmio, sempre em maioria, faz a maior zorra.
Fica
Empresário e bom vivant Rico Grunfield me confirmou: enquanto não oficializa a venda da Confraria das Artes, as festas continuam. Que bom. Tomara que continue mesmo, pois a Confraria só engrandeceu a Lagoa da Conceição como a primeira casa de shows que sentou praça. A última semana de agosto, por exemplo, foi a ultima de tudo: última quarta de chocolate, última quinta de DJs, última sexta de vips e famosos. Torcida é para que Rico anuncie em alto e bom som: diga ao povo que fico... na Lagoa, claro.

Vivi Luz maquiadora :Dicas de beleza







Prezada Amiga,
O nosso tema de hoje é Sobrancelha
É ela que dá o toque especial no rosto, levanta o nosso olhar, nos dá expressão, equilíbrio, uma sobrancelha bem feita, bonita, define o rosto, muda a fisionomia e até rejuvenesce, da mesma maneira se ela estiver feia, mal cuidada pode nos DERRUBAR!!!
Assim como uma pintura necessita de uma moldura para ter um lindo acabamento, o rosto também necessita de sua moldura, que é composta pelos cabelos e sobrancelhas, então: vamos caprichar na nossa MOLDURA!
Conhecimentos importantes:
- A sobrancelha é composta de vários folículos (pêlos) dispostos em fileiras;
-CUIDADO: para cada folículo arrancado irão nascer apenas 8 ou 10 no lugar, se por acaso você arrancou o folículo 8/10 vezes no mesmo lugar ao longo de anos, ali ele não nasce mais!!!
-Analise muito bem cada um antes de arrancá-lo!
-Só arranque as sujeirinhas e os pêlos que você realmente sabe que são indesejáveis.
-Para ter certeza que ao pinçar você não deixará nenhuma falha na sobrancelha, penteie- a com a escovinha própria para cima, para baixo, para a frente e para trás e observe se a retirada deste pêlo não deixará falha no traçado;
-A região entre as sobrancelhas deve ser pouco tirada para não afastar os olhos com o passar dos anos e também para não realçar o nariz, já pensou?
-Quando pinçar faça-o no sentido em que nasce o pêlo;
-Pince fio a fio com paciência!
-Tenha seu próprio material, não empreste, nem pegue emprestado a pinça de outra pessoa, somente se devidamente esterilizada, pois podem ocorrer micro sangramentos, o que é extremamente perigoso!
Passo a Passo
-Matéria: - 1 pinça (há algumas no mercado muito boas que nem tão caras são); - 1 tesourinha de ponta fina; -1 escovinha de sobrancelhas; - 1 lápis de olho, preto e 1 branco;
-Antes de pinçar passe um cubo de gelo na região ou um creme pré depilatório, soro fisiológico ou água filtrada com algodão, pode ir passando durante o trabalho para amenizar a dor.
Ensinarei o Formato Universal ao qual você adaptará conforme o seu rosto e formato natural de sua sobrancelha: 1º DESENHO
1º Ponto A
Início - Com um lápis preto encoste uma lateral na extremidade da narina, outra no ossinho mais acima do nariz e siga até a ponta do lápis encostar acima da sobrancelha, faça aí uma marcação.
2º Ponto B
Fim - Encoste o lápis na extremidade da narina, no canto externo do olho e siga até a sobrancelha, faça aí uma marcação.
3ºPonto C
Ponto mais alto - Olhe reto para a frente, fique com lápis na vertical na posição onde termina a íris, vá até a sobrancelha e faça uma marcação, este será o ponto mais alto!
2º DESENHO
-Todos os pêlos que estiverem fora das marcações A e B devem ser pinçados;
-Comece sempre de dentro para fora;
- Penteie os pêlos para cima do ponto A ao C e corte somente as pontinhas aparando-os uniformemente;
- Penteie os pêlos para baixo dos pontos C ao B e também apare as pontinhas;
- Faça com o lápis branco o traçado que você vai seguir e depois é só pinçar;
- De A a C a espessura da sobrancelha deve ser a mesma, mantendo as linhas paralelas, retas. Quando se aproximar do ponto C, a linha de baixo começa a subir delicadamente (arqueando-a )para atingir uma entrada de 2 ou 3 fileirinhas bem abaixo deste ponto;
-De C a B deve descer reto a parte de cima e a de baixo afina até a ponta.
Acabamentos – Truques
-Para manter a sobrancelha penteada passe rímel incolor, em festa, spray de cabelos com cotonetes;
-O rímel marrom velho do fundo da gaveta é ótimo para acabamento. Finalize com lápis marrom ou cinza universal, que fica “super” natural.
Desejo sucesso a todas as “amigas”, ficarei de olho nas ruas para vê-las brilharem!!!!!!!!
Aguardo sua participação com suas dicas preferidas e também para ser a modelo das próximas edições! Não se esqueçam da dica de beber muita água da edição passada, segredo de beleza! Um Grande abraço, Fé, Paz e Saúde. Vivi Luz –maquiadora (viviluz@globo.com).

Ilustrações: Rebeca Serafin e Vivi Luz.

Ciclovia Osni Ortiga é urgente



Mais informações no blog: http://movimentociclovianalagoaja.blogspot.com

O Movimento Ciclovia da Lagoa Já é o resultado de 12 anos de organização dos moradores do Porto da Lagoa através da AMPOLA ( Associação dos Moradores do Porto da Lagoa), pela construção de ciclovias ao redor da orla da Lagoa da Conceição, em especial na Rua Osni Ortiga. Os responsáveis pela direção do movimento são Gilson Ruiz, Luis Amilton Moura Ferro e Daniel Costa.
A Avenida Osni Ortiga, na Lagoa da Conceição, vai ganhar ciclovia e passeios para pedestres. As obras de revitalização devem custar cerca de R$ 1 milhão e o projeto final será apresentado para os moradores da Capital no dia 5 de setembro.
A ciclovia Rota 9 terá uma extensão de 3,2 quilômetros, sendo dois de vias exclusivas para bicicletas e 1,2 quilômetro de via compartilhada de baixa velocidade. A faixa vai ligar a Avenida das Rendeiras, principal acesso às praias do Leste de Florianópolis, ao Rio Tavares, na região Sul.

O Poder público decide construção
O vice-prefeito e secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais, João Batista Nunes, e o secretário de Obras, José Nilton Alexandre, reuniram-se com representantes comunitários da região da Lagoa da Conceição para discutir a obra de revitalização da avenida Osni Ortiga. O encontro aconteceu no gabinete do vice e contou ainda com a presença do vereador Renato Geske (PR) e técnicos do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), órgão responsável pela elaboração do projeto final.
Segundo Gilson Ruiz, ainda não foi decidido nada na audiência de 5 de agosto. “A verba já esteve programada no orçamento, mas na hora da execução é direcionada para outras necessidades. A Ampola já entregou abaixo assinado e uma cópia do anteprojeto nas mãos do prefeito”, diz o militante.
O projeto para construção da ciclovia já existe há 15 anos e não é isolado. A Lagoa da Conceição é o segundo cartão postal de Florianópolis, ficando atrás somente da ponte Hercílio Luz. O bairro não tem um passeio decente, com iluminação ou segurança na orla.
A ciclovia pode ser um meio de transporte. A Lagoa é um centro comercial, com mão-de-obra, estudantes, escolas. O projeto da ciclovia vai além do lazer. Com a ciclovia é possível levar as crianças à escola. Os carros estão invadindo as ruas. Todo o planejamento da cidade está em função do carro, o programa Tapete Preto visa favorecer somente o carro. “É uma tentativa de inverter a visão, humanizando o transporte. Florianópolis tem potencial para construção de ciclovias, encher a capital de estradas não adianta nada”, diz Luiz Moura.
Para o movimento a luta é muito ampla. Quem anda de bicicleta pode usar para trabalhar ou para o lazer, passeio e não favorece nenhuma classe social. Até mesmo cadeirantes podem usar o espaço ou pais com seus carrinhos de bebê.
Projeto prevê instalação de lombadas eletrônicas
Outra preocupação tratada no encontro foi a segurança e a velocidade dos veículos na avenida. De forma emergencial, a Secretaria dos Transportes se comprometeu a viabilizar a colocação de placas de trânsito estabelecendo 60 Km/h como velocidade máxima.
É preciso mobilizar a comunidade para pressionar as autoridades para que forneçam uma resposta. O movimento Ciclovia na Lagoa Já é apartidário, mas não é apolítico. Todo o segundo sábado de cada mês é realizado o bicicletaço. Dia 26 de setembro irá acontecer o passeio ciclístico da Primavera. Venha, participe!

Florianópolis ganha novo espaço cultural: Casa de Máquinas da Lagoa





A arte ganha um novo palco em Florianópolis. O prefeito Dário Berger e o superintendente da Fundação Franklin Cascaes (FCFFC), Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, inauguraram a Casa das Máquinas – Espaço de Artes, na Lagoa da Conceição. O imóvel, totalmente revitalizado, vai sediar espetáculos de dança, música e teatro, entre outras atividades artísticas e culturais, atendendo a uma antiga solicitação da comunidade.
Andréia Rihl, professora de teatro e Lilian Shmeilo, da Fundação FFC, são responsáveis pela conservação do espaço, agenda e preparação de eventos. O local ainda não está equipado adequadamente, mas o espaço está aberto para eventos e oficinas. A FFC providencia todo o material necessário para as oficinas e faz o pagamento dos professores.
Ainda falta mobiliário, mas mesmo assim o espaço já está sendo utilizado. Faltam móveis, iluminação, palco, cadeiras móveis. Neste momento a Casa de Máquinas está recebendo as propostas de oficinas com a agenda, para que ofereça diversidade à comunidade.
A Casa de Máquinas é um espaço comunitário, com coral da igreja, apresentações teatrais. Por enquanto, estão à procura de professor de dança, e vão abrir também um cineclube. Outra oficina é o encontro de malabares, para iniciantes e profissionais.
A casa das máquinas já abrigou logo após sua inauguração o evento teatral Isnard de Azevedo, com oficinas de teatro infantil, e peças, com todos os dias de públicos lotados.

Patrimônio histórico
A Casa das Máquinas é a mais nova das seis unidades da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC). Junto com o imóvel que abriga o Centro Cultural Bento Silvério, conhecido como Casarão da Lagoa – também administrado pela FCFFC – forma um conjunto de edificações construídas em 1912 pelo antigo Departamento de Correios e Telégrafos, hoje Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT).
O prédio menor abrigava o maquinário da estação rádio telegráfica e funcionava como anexo do imóvel principal, o Casarão da Lagoa. Considerada uma das mais modernas do país, graças à potência dos equipamentos, a estação podia estabelecer comunicação com qualquer parte do mundo. Servia para apoiar à navegação, tanto costeira quanto transatlântica, por força de acordos internacionais subscritos pelo Brasil.
Com a desativação desses serviços, em 1914, as instalações foram desocupadas. Mas, mesmo após o fechamento da estação, o prédio principal serviu ainda por alguns anos como residência de funcionários da EBCT. Únicos exemplares da arquitetura típica do período pós-revolução industrial em Florianópolis, os imóveis foram tombados pelo patrimônio municipal em 1985. Restaurados no final da década de 1980, foram transferidos para a Prefeitura Municipal de Florianópolis, que os cedeu à Fundação Franklin Cascaes.
Enquanto o Casarão da Lagoa passou a abrigar o Centro Cultural Bento Silvério, a Casa das Máquinas sediou até 2003 a base da 10ª Delegacia de Polícia Civil. Em 2008, com a desocupação do prédio, e atendendo aos anseios da comunidade local que pedia mais espaços para a cultura, a Prefeitura de Florianópolis iniciou a revitalização do imóvel, orçada em cerca de R$ 140 mil. Os serviços abrangeram recuperação do telhado, portas e janelas, substituição do piso, melhorias nas instalações hidráulicas, elétricas, construção de banheiros, camarim e mezanino, execução de passeios e pintura, entre outras benfeitorias nas instalações internas e externas.

Agenda:
-Oficina de teatro, toda quinta-feira, das 14h às 18h
-Oficina de música e violão, quarta-feira, das 18h às 19h
-Dia 12 de outubro começa o cine infantil
O Sesc oferece apresentações de teatro no programa Palco Giratório, onde implanta no local toda a estrutura necessária para a apresentação do espetáculo. Os espetáculos são gratuitos.
-Dia 5 de setembro o espetáculo “Hysteria”,
-Dia 18 de setembro o espetáculo “Hipnotizador de Jacarés”, para maiores de 16 anos.
Mais informações sobre os espetáculos em : http://www.sesc.com.br/palcogiratorio

Carta do leitor: Meu nome é Agora

Ao ser entrevistada pelo apresentador Luís Carlos Prates, a não menos conhecida e talentosa cantora Elsa Soares prontamente saiu-se com esta afirmação: ”my name is Now”(o meu nome é Agora).
Muito criativa na sua reação, sintetizava uma filosofia, maneira de pensar que versa sobre a brevidade das coisas e os acontecimentos, citada por autoridades desde a Antiguidade,como o poeta Greco-romano Horácio (23 a.C.).
O passado é um alicerce, a História, esta se encontra em nossa formação básica, emocional, cultural, de caráter e tantos outros valores. Ele é muito importante – mas não volta.
No futuro achamos sempre novas expectativas, planos e sonhos ainda não realizados.
È, antes de tudo, insondável. Você consegue prever ou imaginar o que vai lhe trazer o dia de amanhã, o qual se avizinha em poucas horas?
Não existe nenhuma garantia em relação ao bem – estar do seu porvir. Outrossim, o presente vivido de forma digna irá direcioná-lo melhor a um caminho, onde, apesar de obstáculos a serem vencidos, tempestades andarão também perto de você ,amigos, a caridade e a esperança.
Neste exato momento, o único sobre o qual você tem autonomia, você pode aproveitar uma oportunidade que lhe apareça.
Pode ser capaz de estender a mão e ajudar alguém que precise, sendo solidário.
Pode abrir a porta da sua casa e andar até a beira do mar, observar o pôr do sol. Há quanto tempo não faz isto?
Ler. Estudar. Trabalhar. O livre arbítrio é seu. De acordo com as circunstâncias, sejam sábias as escolhas.
O caminho que nós andamos, andaremos de volta. Você colherá os frutos e as flores que semeou.
Constituído por milhares de estilhaços, de cores e formas extremamente variadas, eis o grande mosaico que chamamos de Vida.
Mesclam-se nesse mosaico cenas e passagens dos lugares atravessados. A observação, o obrigado à Natureza Divina participam em nossas vibrações intrínsecas do eterno milagre que nos trouxe aqui.
Pois se você olhar um pouco para o lado enxergará a copa da aroeira, cheia de pássaros diferentes, cantando, a destacar-se do céu azul profundo como sabe ser azul-anil o céu da Lagoa da Conceição.
Um momento fugaz. Um agora. No entanto, não se esqueça desse hiato de tempo, todos eles têm o seu valor e, num conjunto, fazem valer a pena a Vida ser vivida.

Rebeca Serafim, moradora da Lagoa

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4ª Benefest








A 4ª Benefest, a Festa que Faz Bem, teve seu lançamento no dia 5 de agosto na sede da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF). A festa aconteceu no dia 30 de agosto, no Lagoa Iate Clube (LIC). Os participantes desfrutaram de uma feijoada e da apresentação musical de quatro bandas.
O coordenador da festa, João Batista Lohn, proprietário da rede de Supermercados Imperatriz, afirma que é a quarta edição do evento com tudo funcionando pela organização de voluntários. “A arrecadação estimada é acima de R$ 300 mil. Cada um pode ajudar um pouco e juntos somos muitos”, disse o empresário.
A Benefest foi criada para arrecadar recursos para os projetos sociais comandados pelo padre Wilson Groh. “Tudo que for arrecadado entra no caixa do Cedep (Centro de Educação e Evangelização Popular)”, explica.
Padre Wilson afirmou em palestra ao público da festa que é possível construir um caminho de solidariedade para romper o empobrecimento. A festa agrega a oportunidade de resgatar a infância, gerando trabalho e renda com justiça social. O objetivo é acabar com a “invisibilidade”, gerando oportunidades.

A solidariedade é a solução
O evento tem como finalidade beneficiar o projeto Oficina do Saber CEDEP. O projeto atende cerca de 350 crianças da Comunidade Monte Cristo, desenvolvendo atividades educativas de complementação ao turno escolar. A Benefest ajuda nas despesas do CEDP, que atende 300 crianças e jovens, de 6 a 15 anos na região do bairro Monte Cristo.
Padre Vilson Groh afirma que projetos sociais realizados na região da Grande Florianópolis, destacando os projetos em rede e continuados, que atendem dos 6 aos 24 anos, não praticam o assistencialismo, já que educam e inserem no mercado de trabalho. “Esse trabalho é a prova de que é possível construir uma outra cidade, voltada à solução de seus problemas sociais, e com pessoas com perspectivas de vida”, afirma.
Hoje os jovens atendidos pelos programas sociais já frequentam universidades, são profissionais e possuem carteira assinada. Este evento garante uma ajuda para as crianças terem um futuro, com escola, mudando a realidade delas. “Ano passado foram atendidos mais de 5 mil jovens e o projeto é continuar este ano com o trabalho”, afirma padre Wilson.

Personalidades presentes
O deputado federal, Paulinho Bornhausen, Democratas, disse que o evento foi uma maneira excelente de ajudar a quem precisa e elogiou o trabalho de padre Wilson, que é muito importante em Florianópolis e é reconhecido pela sua eficiência. Paulinho estava acompanhado se sua esposa, Ana Paula, grávida de oito meses do filho do casal, que irá se chamar Gabriel.
Dom Murilo Krieger, arcebispo de Florianópolis, também participou da festa e lembrou que o evento foi uma demonstração na necessidade de ajudar aqueles que sozinhos não conseguem sair da situação de exclusão em que vivem. Também disse que é uma maneira de ajudar aqueles que ajudam o próximo, com ações concretas.
Alexandre Pereira, empresário; Karoline de Souza, assistente social; Gabriela Jacinto, estudante e Mário Barbosa, estudante; também participaram da 4ª Benesfet. Todos afirmaram que a feijoada estava boa e que é uma forma de ajudar ao próximo e ainda saborear um bom almoço.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Uma Breve História das Terapias Naturais e seu Contexto Atual



As práticas naturais, ou terapias naturais surgiram a milhares de anos quando a humanidade experimentava o seu ainda desconhecido meio ambiente e onde aos poucos testava sua capacidade de interagir com este mundo novo. Deste conhecimento empírico, o homem primitivo ao longo dos anos desenvolveu o que culminou no xamanismo, uma antiga prática espiritual, artística, social, médica e psicológica que surgiu em todos os continentes e em diversas culturas pelo globo com a função de dar significado à experiência do homem e manter a vida com o mínimo impacto possível, gerando equilíbrio e harmonia entre todas as dimensões da vida do homem.
No corpo de conhecimento xamânico, a prática médica e psicológica não podem ser entendidas e nem aplicadas de forma isolada, pois fazem parte de um contexto muito maior que elas em si. Neste sistema a união entre, o rito, a arte, o corpo, as técnicas terapêuticas, o meio ambiente e a religiosidade constitui uma estrutura única que dá sentido à vida promovendo saúde.
Após o xamanismo surgiram práticas terapêuticas derivadas em culturas mais avançadas tecnologicamente, como os egípcios, os hindus e os chineses.
Atualmente estão bem difundidas estas práticas e conhecimentos aqui no ocidente através da popularização do yoga e da medicina ayurveda, assim como pela comprovada eficácia da acupuntura e da medicina chinesa. O que muitas vezes acontece, é que o conhecimento original destas práticas ancestrais tende a sofrer uma ocidentalização, ou seja, a “visão” principal destes sistemas que era originalmente sustentável, sistêmica e espiritual, sofre uma mudança onde o foco é o interesse no benefício, no baixo custo, aplicabilidade, melhoras rápidas, etc. Todo o corpo de conhecimento, que é o coração, a herança dessas práticas ancestrais, sofre o risco de se perder numa tentativa de transformar princípios indivisíveis, integrais e inerentes ao processo criativo do homem numa prática mecânica de tratamento.
Por isso, o profissional que trabalha com as práticas naturais deve oferecer como forma de tratamento “holístico” a oportunidade para o cliente vivenciar um processo de contato com o seu universo simbólico e de recriar o seu modo de vida, permitindo um novo olhar sobre antigas tendências e hábitos assim como apoiar o impulso natural para a transcendência e a auto-transformação.
O profissional que usa as terapias naturais de forma a obter somente resultados práticos, sem incluir uma orientação pedagógica e psicológica transpessoal, contribui para a saúde sustentável mas não contribui para o desenvolvimento do ser humano e para as soluções das crises existenciais que afetam a todos nós.
Para solucionar nossos problemas de saúde, precisamos desenvolver uma abordagem sistêmica de tratamento.
Hoje todos os problemas que temos em nosso mundo derivam da perda desse conhecimento antigo. Segundo Jung as experiências que se originam em níveis mais profundos da psique têm uma certa qualidade que ele chamou numinosidade. Através do contato com esses domínios da consciência a cura se dá de forma natural, segura e espontânea. Numinosidade refere-se a um domínio de uma ordem superior de realidade, o qual é sagrado e radicalmente diferente do mundo material.
As práticas naturais servem ao propósito de gerar saúde despertando no ser humano o cuidado transpessoal, uma necessidade de desenvolver o pleno potencial humano. Quando se trabalha com o fluxo de energia e os processos da consciência envolvidos na pratica terapêutica e na manutenção da vitalidade de uma pessoa, surge naturalmente um espaço novo de consciência. Este espaço surge devido a modificações no fluxo de energia do corpo, o que facilita a auto-cura.
As técnicas utilizadas envolvem técnicas corporais e terapias expressivas como trabalho corporal bioenergético, massagem, shiatsu, e técnicas como cromoterapia, florais, aromaterapia, arte-terapia e psicologia transpessoal. (opcional)
As técnicas ajudam na potencialização da auto-percepção, na introspecção, no equilíbrio fisiológico, relaxamento, desintoxicação física e emocional, harmonizando todos os sistemas corporais e ajudando no processo de desenvolvimento psicológico.
Os estados ampliados de consciência são trabalhados por meio da respiração, silêncio, arte-terapia, música e expressão corporal. Orientando sempre de forma que a pessoa possa sustentar suas vivências referentes aos processos arquetípicos e conscienciais simbólicos.

As terapias naturais servem para redescobrirmos a nossa capacidade de curarmos a nós mesmos, para nos ajudar na jornada interna, devolvendo ao mundo um sistema de tratamento que inclui a humanidade, o cuidado com o outro, a introspecção e a espiritualidade, e a saúde em todos os níveis.
O novo paradigma, no qual as práticas naturais estão incluídas, vem trazer novas e antigas formas de cuidados com a saúde, com o meio ambiente, com a sociedade e com o desenvolvimento do ser visando sempre o crescimento espiritual.
A psicologia transpessoal surge também como uma resposta à necessidade cada vez maior da humanidade de caminhos terapêuticos que facilitem a transcendência do ego mundano, e que apóiem o desenvolvimento das mais elevadas funções da psique.
Não há mais dúvidas sobre nossas atuais necessidades, todos precisamos de uma reciclagem total em todos os níveis do nosso ser, precisamos explorar mais as nossas capacidades e mudar as nossas prioridades para simplesmente estarmos mais vivos.
Uma pessoa altruísta contribui seguramente para um mundo mais altruísta, mais feliz. Temos que ser otimistas e continuar sempre com o nosso trabalho interno. As terapias naturais respeitam o ser humano e suas relações como uma totalidade indivisível e servem para levá-lo a experimentar sua integralidade por meio da consciência corporal, da expressão artística e do contato com a dimensão transpessoal do ser.

Heráclito Antunes da Silveira
84132488 artetranspessoal@gmail.com
Blog: www.artetransformar.blogspot.com

“trans” significa dentro, além e através, o que está numa dimensão além das conhecidas pela psicologia, além do que é pessoal

Cursos gratuitos na União da Ilha da Magia



A escola de samba União da Ilha da Magia oferece à comunidade da Lagoa diversos cursos, tudo gratuito, em sua estação, ao lado do Tilag. Um deles, o coral, que é livre, é frequentado pelos mais velhos, mas não tem idade mínima para ensaiar. A dança de salão só participa a terceira juventude, com 18 alunos a turma já está fechada. Há uma lista de espera de 15 senhoras para uma nova classe. E não são apenas os idosos que querem dançar, os jovens também querem aprender a dança de salão.
Os horários são sujeitos a alterações. O objetivo é ocupar a estação da União da Ilha da Magia todos os dias, das 14h às 22h. Também serão oferecidos oficinas de artes visuais, oficina de dança no pé, que é muito requisitada. No espaço das oficinas é possível expor trabalhos visuais e palestras com carnavalescos ou assuntos sociais ou de saúde de interesse de toda a comunidade. A estação é viabilizada pela verba arrecadada no carnaval, mas a UIM procura constantemente por patrocínios, para “fazer acontecer!”
A União da Ilha da Magia promove concurso inédito, o Vozes da União da Ilha, para contratar três intérpretes para cantar junto com o puxador Marcelo Perna. Para participar o concorrente deve gravar duas estrofes de qualquer samba enredo e enviar para o e-mail da Escola. No site está a ficha de inscrição.
A primeira seleção irá escolher os 10 melhores, depois os selecionados irão passar por um júri popular em uma votação pelo site que irá eleger os cinco melhores. Os cinco finalistas participarão de um evento que irá selecionar os três escolhidos. O objetivo é trazer novos talentos para a escola que estejam na ativa ou escondidos. A inscrição será até o dia 30 de agosto.
A UIM se saiu super bem na sua estréia do carnaval 2009 de Florianópolis. Os responsáveis pela escola, em uma longa reunião de avaliação, avaliaram item por item da escola. No fim, o pouco tempo, de 5 meses, quando veio a liberação da verba pela Prefeitura, foi o que prejudicou a escola, mas nada de anormal para o início da escola na passarela Nego Quirido.
Em uma chamada à comunidade, das 120 vagas da bateria, apareceram 100 para trabalharem na harmonia da escola, triplicou o a quantidade de participantes. No Youtube é possível encontrar vídeos sobre a escola com entrevistas e informações exclusivas. No site, o blog da escola é atualizado todos os dias, com fotos e informações para quem quiser conhecer a escola.

União da Ilha da Magia, Bárbara Balbis, assessora de comunicação da UIM.
Três salas, recepção, sala da diretoria e salão de oficinas. As atividades começaram em junho.
segunda-feira, Coral, às 20h às 22h.
segunda-feira, oficina de percussão para iniciantes, às 14h, 16h e 18h30min.
terça-feira, dança de salão da terceira juventude, 17h às 18h
terça-feira, oficina de naipes de instrumentos, para quem já toca e quer aprender a tocar mais instrumentos, 15h às 16h30min.
quarta-feira voltará a oficina de teatro.
quinta-feira, oficina de naipe de instrumentos, 15h às 16h30min e de 19h30min às 20h30min.
sexta-feira em aberto, o objetivo é abrir uma turma de treinamento de mestre sala e porta bandeira mirim. A UIM também quer formar seus próprios mestre salas e porta bandeiras.
Sábado, fechado.
Domingo, de 14h às 15h30min, oficina de percussão.

Sufoco no Pronto Atendimento do Sul da Ilha

Uma gripe fulminante pode derrubar qualquer pessoa na cama por quase uma semana. A gripe suína assustou todo o mundo e não poderia ser diferente aqui, na bacia da Lagoa da Conceição. A emergência que atende ao bairro é o Pronto Atendimento do Sul da Ilha (UPA Sul), que nestes dias de epidemia encontra-se lotado, com idosos, mulheres e crianças.
A espera por atendimento é maior do que 3 horas. Quando um paciente chega à UPA e diz estar com gripe, imediatamente ganha uma máscara. Quando a reportagem do Jornal da Lagoa esteve no hospital, o dia era de uma ventania forte e gelada, que obrigava a porta principal ficar fechada, pelo forte frio. Um aviso na porta dizia “manter a porta aberta”. O segurança abria a porta e dizia que não podia deixar fechada para que o vírus não estacione na recepção do hospital.
Pacientes com outros problemas, com cortes, idosos que sofreram quedas, ou um furúnculo que não deixa a pessoa andar dividem a recepção do hospital com os gripados. Todos juntos e unidos em busca de atendimento por qualquer médico que apareça.
No posto de saúde da Lagoa o atendimento de emergência é somente depois das 18h, já que as consultas que têm prioridade são as agendadas. Mas não tem comparação a quantidade de pacientes do UPA Sul em comparação ao posto da Lagoa. O Hospital praticamente não tinha mais lugar para que os pacientes esperassem sentados enquanto do posto de saúde o movimento era tranquilo.
De um a um, os pacientes são chamados para se dirigirem ao andar superior do hospital, quando se aproxima a hora do atendimento. A demora faz com que a recepção do hospital seja uma bomba relógio de disseminação de vírus desta gripe suína, que assusta a todo o mundo.
A mortalidade desta gripe suína não é comparável a outras doenças ou acidentes de automóveis, ela é muito menor. Mas o alarde foi devido ao não conhecimento da capacidade do vírus se disseminar e qual seria o grau de mortalidade ou sua mutabilidade aos efeitos de medicamentos.
Até agora a gripe suína, ou gripe A, está sobre controle, apesar de curtir uma sensação de “celebridade” por estar na mídia mais do que qualquer outra doença ou casa de morte, como acidentes ou guerras. Mesmo assim, é melhor manter a vigilância sobre o vírus da gripe suína para que caso ocorra uma mutação, seja rápido o tratamento.
Vacinas estão sendo preparadas e o governo federal brasileiro comprou remédios contra a gripe suína, o Tamiflu, do laboratório estrangeiro Roche. As vacinas até agora projetadas, foram na Europa e na China, além da brasileira no Instituto Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A dificuldade é achar a dose certa, que possa bloquear a contaminação pelo vírus e que não faça mal ao paciente. A projeção é que até o fim do ano a vacina já possa estar disponível.

Mês da família e casamento coletivo nas celebrações das missas de agosto na Lagoa

O casamento coletivo da igreja da Lagoa acontecerá no dia 16 de agosto, às 19h, dentro da missa de domingo, no Santuário da Lagoa da Conceição. Serão dois casais que irão casar. O casamento coletivo acontece uma vez por ano, sempre no mês de agosto. Os noivos não tem gasto algum e ainda há depois da celebração uma festa simbólica com coquetel e com bolo.
Reviver a família, essa é a temática das missas do mês de agosto. Segundo Adriana da Silva, secretária paroquial, o interesse de casar não é o mesmo do passado, não há mais o desejo de formar uma família nos padrões da igreja católica. Hoje os casais moram juntos, mas não querem casar por acharem que já estão casados por morarem juntos.
Padre Valdir Bernardo Prin, pároco da paróquia de Nossa Senhora Imaculada da Lagoa da Conceição, que agrega as capelas da Costa da Lagoa, Barra da Lagoa, Fortaleza da Barra, Retiro, Rio Tavares, Porto da Lagoa, Canto da Lagoa e o Santuário e a matriz na Lagoa da Conceição, lembra que quando chegou ao santuário da Lagoa, em 2003, houve 12 casais para casamento e ano após ano diminuiu a quantidades de noivos interessados em casar na igreja, no casamento coletivo.
Quem é responsável pelo casamento coletivo é a pastoral familiar. Hoje há a dificuldade de compreender a santificação do casamento, que exige trabalho e formação na missão do casal cristão. O mundo e a cultura estão relativizados, os saberes mais importantes para o casal estão poucos difundidos. É papel da comunidade transmitir valores humanos e cristãos. Hoje não está mais em foco a vida matrimonial, quase todos estão mais interessados no trabalho, sobrevivência e carreira.
A célula fundamental é a família. “É preciso ajudar a redescobrir a verdadeira felicidade e realização matrimonial, que não só depende dos bens matérias, mas é preciso ter vida. O desejo de assumir o compromisso da fé deve ser gratuito”, diz padre Valdir Bernardo Prin.
O Casal Ana e Adilson Borges cuidam da pastoral da família e da programação da semana da família, aqui na Lagoa. Eles convidam os padres e planejam os temas sobre família. É família cuidando de família. Na igreja é possível participar de encontro para casais, onde se estuda a vida conjugal e a espiritualidade. Assim há uma preparação dos noivos para entender a missão do casamento, que é a fé.
Um casamento realizado deve ter valores e ser um projeto de vida e família, não desistindo nos momentos difíceis e tendo misericórdia. As dificuldades sempre irão existir, é necessário ter objetivo para conquistar a felicidade. Assim, o casal deve perdoar os erros para serem mais felizes.
Atualmente falta de tolerância em casa e o casal não descobre o amor verdadeiro. Deus deve estar no centro da vida, Ele é amor e vida. Pela vivência em Cristo o casal vive esta experiência, de uma feliz e realizada união com fé e espiritualidade conjugal.

Feira do bichinho





No dia 8 de agosto aconteceu o primeiro Dog’s and Cat’s Lounge Bazar, no condomínio Village, no Canto da Lagoa, número 90. No espaço houve venda de roupas, livros, artesanato, ração, camisetas, brinquedos, caminha para os bichinhos dormirem, tudo vendido para gerar recursos para cuidar dos animais abandonados.
Os produtos vendidos também possuem uma consciência ecológica, protegendo a natureza. Um exemplo é não usar sacolas plásticas descartáveis, preferindo as Ecobags. As crianças hoje são mais sensíveis a conscientização e acabam levando para casa a renovação das atitudes, sempre em busca da preservação e proteção animal.
Neide Schulte, organizadora do evento e professora da Udesc, promove a Eco-moda, reaproveitando tecidos e retalhos de doação em confecções. Ela aproveitou o evento para expor seus trabalhos e promover os protetores dos animais e Ongs, assim arrecadando fundos e conscientizando para que não haja mais abandono de animais.
O custo é alto para cuidar de um bichinho. Ele pode ficar doente, ser atropelado e precisará de cuidados e a conta é toda do dono do bichinho. Uma das Ongs participantes do evento, É o Bicho, tem patrocínio da Pedigre e toda a vez que um cão é doado, o patrocinador cede ração para a entidade. Mas os recursos são escassos, por isso a necessidade do evento, com a venda de produtos e serviços, tudo para financiar os custos com os animais abandonados.
Nádia Ribeiro, uma das expositoras, com artesanato de bonecos de animais de pano, tem 42 gatos e 5 cachorros. Ela pretende doar alguns animais, é preferível ter um animalzinho e tratar bem com conforto do que ter muitos e não conseguir cuidar, mas se a pessoas tiver condições, pode ter quantos animais quiser.
O Evento também homenageou o cão Catatau, um cãoufsc. Ele acompanhava os trotes na Universidade e dizem que quando os estudantes ocuparam a reitoria, Catatau sentou na cadeira do reitor. Ele também participava de várias eleições estudantis. O cãozinho pode ter sido atropelado ou envenenado.

Poesia de Corpo e Alma



César Félix é um poeta completo. Formado em História pela Universidade Federal da Santa Catarina, foi no movimento estudantil que ganhou notoriedade e respeito de alunos e professores. Muito criativo e dedicado ao seu trabalho, tem na declamação de poesias seu ponto forte, uma arte que emociona a todos.
César Félix,historiador e poeta, afirma que são essas as duas profissões que “colocam comida em sua na mesa”. O artista é dedicado a vender seus versos, tarefa difícil em uma sociedade que não gosta de poesia. “Vende-se tantas coisas ruins, como cachaça, refrigerante, decidi fazer o bem e vender poesia. Nunca ninguém morreu por excesso de poesia”, diz Félix.
O artista não vende só a poesia escrita, mas também cartões postais e livros independentes. Em 2003 lançou seu primeiro livro e hoje, depois de seis anos, está em seu terceiro livro. “É o que paga o aluguel de casa. Vendo música e poesia, falada e escrita, com cada arte ocupando o seu espaço”, afirma.
A poesia declamada tem sua referência em um professor e poeta do Acre, cidade natal de César Felix. O professor, Hélio Melo, já falecido, tocava rabeca (uma espécie de violino brasileiro) e declamava poesias em sala de aula. Félix ficava fascinado, daí que nasceu o gosto pela poesia declamada em público. Também lembra que perdeu o medo de falar em público durante o movimente estudantil, quando a oralidade era exigida em discursos políticos inflamados.
O Félix escritor lembra que era ruim em português e não gostava de poesia e saraus. Começou a escrever livremente e os seus leitores elogiavam o trabalho, forçando a iniciar o ofício de poeta. Com exceção dos professores, que sempre criticaram seu trabalho, Félix dia que não mostra seu trabalho para eles, porque “ficou traumatizado pelas críticas”.
Na opinião do artista, o sarau é muito chato, não tem música e a leitura é enfadonha. Félix faz questão de decorar seus poemas, para que fiquem mais interessantes. São mais de 60 poesias completas decoradas. Ele lembra que poesia na escola é uma obrigação e nos saraus são entediantes, as pessoas não são acostumadas a admirar poesia. Félix brinca, diz que nunca viu ninguém ganhar namorada em sarau.
Poesia e música são uma mistura antiga, mas pela escassez nos dias de hoje, acaba sendo uma novidade. Aqui em Florianópolis é algo inédito, não tem trabalho semelhante ao de César Félix. Quando um leitor lê um livro de poesia ele pode escolher a que mais lhe agrada. Quem escuta um mp3 pode escolher a música que mais gosta. Em um show o espectador é obrigado a ver tudo, do início ao fim, ou seja, o artista deve fazer o melhor.
Félix teve acompanhamento musical do chorinho, samba, violino e já viajou para Espanha com o grupo Margem Esquerda. Hoje apresenta com o acordeonista, João Tragtenberg, o show Acordeom da Palavra, misturando música e poesia.
O poeta lembra que acredita em sua poesia e que todo artista deve fazer o mesmo, para que possa se sentir bem com seu trabalho. Os músicos que o acompanham também devem tocar o que se sentem bem, isto é primordial. Uma de suas declamações mais famosas é Operário em Construção, de Vinícius de Morais. “Tem que ser duro, mas sem perder a ternura”, lembra as palavras do imortal Ernesto Che Guevara.
Félix lembra que a poesia pode ser uma brincadeira com a palavra. Ele é um amante da brincadeira, e recomenda que todos devem se divertir, sem importar a idade. “Não existe poesia que seja errada, que não diga nada. É necessário brincar, divertir-se, assim com os poetas concretos, embasados mais na criação do que na mensagem”, diz. É necessário comunicar, refletir, contestar o mundo, ou quem sabe apaixonar-se por alguém ao ouvir um poema romântico.
O artista lembra que na ilha de Florianópolis existem poucos espaços para a arte, faltam locais para receber shows de poesias. Muitas vezes o poeta tem que pagar o aluguel do local da apresentação, sendo um verdadeiro desamor pela arte do proprietário do estabelecimento. Todo o artista trabalha, a arte não cai do céu. Muitas vezes o público não quer pagar pelo espetáculo, falta sensibilidade.
Na Lagoa da Conceição, somente agora abriu um espaço público para apresentação, a Casa de Máquinas, na pracinha da Lagoa. No Campeche, com tantos moradores, não tem um local para apresentações, o mesmo problema ocorre no Rio Vermelho e Barra da Lagoa. Com isso, o show tem que ser no meio da rua ou em um bar que o artista é obrigado a pagar. Faltam teatros com estrutura em toda a bacia da Lagoa da Conceição.
Um dos poucos espaços que a poesia declamada tinha era o show de chorinho, todas as terças-feiras, na pracinha da Lagoa. Com a morte de duas pessoas na SAL (Sociedade Amigos da Lagoa) a polícia fechou tudo que pudesse agrupar pessoas em espaços públicos, assim, o show na pracinha foi proibido.
Os grandes apoiadores da arte da poesia declamada na Lagoa são: a Barca dos Livros, Empório Mineiro e Varanda’s Bar. Esses estabelecimentos fazem questão de pagar os artistas além de promover a cultura e a arte local. Parabéns!

Quando eu Quis Ser o Que Não Era

Quando eu quis ser o que era
já tinha esquecido meu tempo,
estava na infância da velhice e
a juventude já beirava 80 anos.
Tudo que eu queria era uma semana de fogueira,
mas as pessoas só me ofereciam dinheiro,
falavam de sonhos e acordavam dinheiro,
vomitavam saúde e tratavam dinheiro,
buscavam a melhor comida e comiam dinheiro,
meditavam em templos revestidos de dinheiro,
praticavam yoga e o exercício tinha forma de dinheiro,
amavam o verde da cor do dinheiro,
apaixonavam-se, e o fogo da paixão
queimava como se fosse dinheiro.
Correntes de amizade, correntes de dinheiro
eram meus últimos dias,
dobrei a esquina e eles olharam de lado.
Jaziam três meses e nenhum sorriso.
Nenhuma ruga lhe ocupara a face,
nenhum brilho, nenhuma estrela.
Eu paguei a conta
e sem nenhuma palavra,
eles voltaram a sorrir.

César Félix, junho 2009.

Biblioteca Bilica





Mery Stela Almeida e Tereza Franzoni são voluntárias da biblioteca livre do Campeche, a Bilica. Elas dão uma das primeiras voluntárias. Ao todo são 20 voluntários que trabalham para a biblioteca estar aberta. Quem ajuda, atende visitantes, faz consertos, cuida da contabilidade e controle dos empréstimos. Todos moram no Campeche. O horário de atendimento da Bilica é de segunda-feira à sexta-feira, de 9h às 12h e 15h às 18h, sábado de 15h às 18h.
O nome Bilica surgiu da junção de “Bi” de biblioteca, “Li” de livre e “Ca” de Campeche. No dia 11 de agosto completou 2 anos de funcionamento. Dia 15 de agosto haverá um jantar para arrecadar fundos para manutenção do espaço físico. No dia 29, sábado, uma festa irá agitar o bairro, com bolo, pipoca e refrigerante e groselha, de 16h às 19h.
Na festa também terá contação de histórias, gaita, ciranda de rua, tudo aberto a comunidade. A Bilica agradece a todos que de alguma forma ajudam na manutenção da biblioteca. O bairro do Campeche tem poucas opções de lazer, principalmente para as crianças. Os pequeninos são os que mais gostam da biblioteca, por lá encontrarem quadrinhos, livros infantis e um mundo a ser descoberto pelas palavras.
Os livros mais lidos entre os adultos são os de astrologia, auto-ajuda e sexualidade. As publicações proibidas para crianças ficam na parte mais alta da estante, fora de alcance. Também os livros para o vestibular da UFSC são os mais concorridos e a Bilica faz questão de ter todos solicitados para o concurso.
Os livros da biblioteca são todos doados. No início havia muitas revistas e livros didáticos, mas hoje a Bilica privilegia a literatura. A doação é quase diária. São mais de 5 mil livros, entre literatura estrangeira, brasileira, livros em outras línguas, didáticos, infantis, auto-ajuda, quadrinhos.
A biblioteca recebe também estudantes com suas pesquisas escolares. É um Centro Cultural, um espaço de sociabilidade com metade dos leitores crianças, sendo um local de motivação para leitura. Hoje são os filhos que incentivam aos pais a lerem, em uma geração de genitores guiados pela televisão.
Os livros que não são aproveitados são doados para outras bibliotecas, em presídios e hospitais, ou são reciclados. Escolas e universidades não precisam de doações por já receberem muitos livros de projetos do governo. Para os jovens infratores um livro pode ser a porta da liberdade.
O Movimento Rural Sem Terra e outras cidades do interior de Santa Catarina também recebem doações de livros encaminhados pela Bilica. No interior do país é sempre difícil encontrar livros disponíveis em acervo.
O espaço que a Bilica aluga é pago com a ajuda dos moradores do Campeche. Os voluntários financiam espontaneamente. Alguns se dedicam ao atendimento, depende sempre do tempo disponível de cada um e o que cada um mais gosta de fazer. A Bilica é uma criação da união de professores da UFSC e amigos que assumiram o aluguel e as contas mensais.
São 1300 leitores cadastrados na Bilica e diariamente há visitantes na biblioteca. Antes, os leitores tinham que ir até o Centro para encontrar um livro, hoje podem usar a Bilica bem perto de casa. Em alguns dias, tem até 20 retiradas de livros e durante a tarde a saída é ainda maior. Os pequeninos vêm com suas mães e brincam de aprender a ler. O leitor pode levar até 3 livros, mas as crianças podem levar mais, depende da grossura dos livros.
Na Bilica, o acervo é mantido com a doação dos leitores. Os livros que estão muito ruins, com folhas despencando, são reunidos e vendidos para reciclagem, mesmo que o valor pago sege muito pequeno. A biblioteca pela falta de espaço não aceita mais revistas.
A Bilica oferece cursos de línguas, como inglês, espanhol, francês, italiano, em grupos de conversação. Também é possível encontrar um pouco de arte, como aulas de violão. Os cursos e oficinas são rotativos e depende da disponibilidade dos ministrantes. Também são oferecidos apoio escolar, com aulas de matemática, português e inglês. Além disso tudo, há oficinas de reciclagem, de artes, de cinema, contação de histórias, de mandala, tai chi e sarau literário.
As oficinas contam com o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os estudantes recebem bolsas de estudo para ministrarem aulas de línguas na comunidade, não mais na universidade, favorecendo a comunidade com que pode estudar no bairro, sem ter que se deslocar até a universidade. O número de inscritos é sempre maior do que as vagas oferecidas. A Udesc também oferece cursos e uma advogada voluntária oferece assessoria jurídica com orientação aos interessados.
A Bilica também funciona como posto de vacinação, sendo um importante local que conta com o apoio do posto de saúde. No Campeche existem poucos espaços públicos e a biblioteca é aproveitada pela levar saúde a toda comunidade.

A festa de aniversário da BILICA no dia 29/08/2009 às 16 horas.
A festa será na própria BILICA e contará com várias atrações artísticas, muita música, atividades para as crianças, bolo e pipoca, além de exposição de arte e artesanato do Ateliê da Arteira. A festa é aberta à comunidade, convidamos a todos para comemorar conosco.
Mais informações:
Biblioteca Livre do Campeche
bilicampeche@gmail.com
Av. Campeche, 2157 – fone: 32382186
de segunda a sexta das 09:00 ás 12:00 e das 15:00 ás 18:00
sábado das 15:00 ás 18:00

Para contribuições a conta é no Banco do Brasil:
Agência: 4397-4
conta: 11156-2
Associação dos Amigos da Biblioteca Livre do Campeche - AABILICA

Arquitetura Nativa na Costa da Lagoa






Seu Nezinho e os três sobrinhos são os mestres de obras das edificações da Costa da Lagoa. Segundo Savas Laureano, morador do bairro e proprietário com sua família do restaurante Sabor da Costa, os construtores não fazem a obra como no projeto original, mas as casas são resistentes e acolhedoras. O nativo quando constrói seu lar não se preocupa com o tempo, mas sim, se está bem feito. Se estiver direitinho o trabalho não vão dizer nada, reclamando.

Quando buscam o material de construção fora do bairro, os nativos chamam os primos e amigos, juntando uma dúzia de pessoas para ajudar, assim, não ficando tão caro o transporte. Os nativos se conhecem e se ajudam. Quem vem de fora constrói a casa, mas não se adapta ao local, simplesmente pela falta de estrutura. Quem quiser a mão-de-obra dos nativos da Costa da Lagoa e for de outra cidade irá pagar no mínimo o dobro do preço.

Uma carrada de terra custa em média R$ 240,00. Para as obras, os nativos colocam a areia no barco e trazem para a Costa da Lagoa. O transporte de barco para quem é de fora custa duas vezes mais. Tem que ter muito dinheiro para morar na Costa quem não é nativo. O Centrinho da Costa da Lagoa somente possui moradores natos, os de outras cidades são mais reservados e isolados, morando na Prainha ou Saquinho, em suas casas de veraneio.

Os recém chagados têm a expectativa de morar no local, mas não se adaptam, pela necessidade de dependerem do transporte dos barcos das cooperativas, que é de hora em hora. Também são ressabiados quando precisam sair de casa quando o tempo está chuvoso ou com vento e mar agitado. É difícil para quem é de fora viver o dia-a-dia da Costa da Lagoa.

Além disso, durante a madrugada não podem sair de casa. Os moradores de outras cidades acabam só veraneando ou passando férias. O nativo pesca, trabalha no restaurante da família e como nasceu no local, conhece bem o dia-a-dia da comunidade.
É uma tranquilidade muito grande a Costa da Lagoa, mas tem seu custo. Se o morador quiser alugar um DVD, não pode porque não tem locadora. Se quiser um pão, não pode porque não tem padaria e se quiser uma carne, também não acha, não tem açougue. O local não tem estrutura, farmácia também não tem. É uma região com qualidade de vida, mas quem procura conforto e luxo não irá encontrar na comunidade.

O nativo da Costa da Lagoa gosta de morar um próximo do outro, com todos os familiares juntos. É um hábito que é respeitado e valorizado. Os moradores antigos vivem assim, com toda a família unida, com pai, mãe, avós e filhos, todos próximos, um cuidando do outro. O que o nativo mais valoriza é estar perto do parente, morando e trabalhando juntos.

Segundo Savas Laureano, a realidade dos dias de hoje em outras comunidades é a família ser toda separada, “acabam brigando e quem tem condições vai morar longe”, diz. No restaurante de sua família, trabalham pai, mãe, filhos, esposa. Todos se dedicam ao trabalho para valorizar o local. O irmão de Savas, o Jajá pesca e a irmã, Valcilene, escolhe os melhores temperos para os pratos do restaurante Sabor da Costa.
Um sério problema na hora de construir na Costa para um nativo é a dificuldade imposta pelos órgãos ambientais. “O ilhéu que quer construir seu ranchinho não pode, mas quem quer construir uma mansão daí é tudo permitido. O nativo tem uma série de dificuldades, quem vem de fora não tem problema de legalizar sua obra”, diz Savas.

O turismo fortaleceu a Costa da Lagoa. São 15 restaurantes que empregam de 300 à 400 pessoas na alta temporada. Duas cooperativas de barcos fazem o transporte de moradores e de visitantes, com 35 barcos cada uma. Em média, 50% dos moradores vivem da pesca. O pescador local atende a demanda de pescados na baixa temporada, durante o verão são necessárias outras pescarias. O peixe de fora não tem o mesmo sabor que o da Costa da Lagoa, que é muito mais fresco.

Toda a pescaria é servida no restaurante, hoje não há mais necessidade de levar à Lagoa os peixes para vender, o próprio comércio local consome o pescado. O turismo trouxe aos moradores da Costa da Lagoa qualidade de vida. O morador nativo tem a consciência que deve preservar a lagoa, se poluir irá pagar caro, sendo que daí se perde o turista e a principal fonte de renda.

No começo era a lavoura a principal renda do nativo e a pesca um complemento. Depois a pesca torna-se a principal fonte de renda e a lavoura um complemento. Depois o turismo chega e muda o bairro, sendo hoje a principal fonte de renda, com a pesca como complemento e a lavoura inexistente, com todo o território reflorestado.

O turismo é sazonal fora da temporada, quando tem um reforço nas férias de inverno e festas, com a Oktoberfest, em Blumenau. O visitante que vem à Costa sempre retorna.
Na Costa da Lagoa, 100% dos moradores são pescadores, mas nem todos são profissionais, ou seja, sobrevivam da pesca. “A vida de pescador é sofrida, se pesca para ter o que comer e o excedente se vende para comprar um arroz, feijão, açúcar, café”, diz Savas.

A natureza é a riqueza da Lagoa da Conceição.



Imaginem um futuro em que a Lagoa da Conceição esteja completamente poluída, onde o azul da água perca lugar para um preto sujo, de óleo e esgoto. Isto está acontecendo pouco a pouco e as autoridades estão pouco preocupadas, já que o que importa somente é o lucro sem responsabilidade social e comunitária.

É normal ouvir dos moradores da Lagoa que depois de um inocente mergulho foram contaminados por doenças, como manchas na pele. Os nativos mais antigos dizem não ter mais coragem de comer os peixes, camarão ou siri da Lagoa. Os pescados estão sempre com cheiro forte ou gosto de esgoto e nem uma boa fervida pode resolver o problema.

O custo para despoluir uma Lagoa ou praia fechada é muito alto, com valores astronômicos em comparação à reeducação necessária da comunidade para que pare de jogar esgoto na Lagoa. No Canto da Lagoa, por exemplo, a ligação do esgoto para quem mora da beira da Lagoa deve ser feita com um bombeador, já que a rede passa na rua de cima. Poucos foram as casas que fizeram a ligação e o esgoto continua a ser jogado na Lagoa.

Além dos bares e cafés do Centrinho da Lagoa, a paisagem verde e o mar exuberante são os motivos que fazem o bairro ser um dos mais visitados da capital. O turismo é a principal fonte de renda e o serviço deve ser consciente para que a paisagem não se degrade ao passar dos anos.

Se acabar a lagoa acaba o bairro. Será o fim do turismo e da fonte de renda, como pesca e alimentação. Explorar o bairro para que possa fornecer lucro deve ser regido antes por uma consciência que preserve a natureza, com uso de sacolas plásticas retornáveis, reciclagem do óleo de cozinha e realizar a ligação do esgoto à rede de tratamento.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Festa da Fazenda, Rio Tavares, dias 3,4 e 5 de julho.


Clique no cartaz para ampliar

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Boletim atualizado da Influenza A em SC

Florianópolis, 24/06/2009 18:41:10

BOLETIM DA INFLUENZA A (H1N1)

A Secretaria de Estado da Saúde, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), confirma mais quatro casos de Influenza A (H1N1) em Santa Catarina, que agora totaliza 40 pessoas contaminadas pelo vírus. Três deles se contaminaram na Argentina. Trata-se de uma mulher de 60 anos, residente em Curitibanos, de um homem de 40 anos, que vive em Florianópolis, e de uma mulher de 58 anos, moradora de Florianópolis. O quarto caso é um homem de 47 anos, residente em Joinville, que viajou para os Estados Unidos. Nenhum deles necessita de internação hospitalar.

A DIVE também recebeu nesta quarta-feira (24) o resultado da análise de cinco casos suspeitos, que descarta a contaminação pelo vírus H1N1.

Santa Catarina conta, no dia 24 de junho, com 40 casos confirmados de Influenza A e 18 casos suspeitos.

Secretaria de Estado da Saúde

Rua de acesso ao Tilag agora é mão única.



Rua Crisógono Vieira da Cruz, rua de acesso ao Tilag, agora é mão única. Somente é via para quem sai do terminal.

Corrida da Lagoa foi um espetáculo.





fotos Leo Tolomini

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Nota Pública do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) - Em defesa da profissão

A direção do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina vem a público expressar-se sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

1. Foram vergonhosos os argumentos usados pelos oito ministros do STF que votaram pela derrubada do diploma. A fala do relator expressa muito bem aquilo mesmo que ele, de certa forma, apregoou: completa ignorância sobre o que seja Comunicação e Jornalismo. Ao condenar a população a ser informada por gente sem formação, os ministros deixaram claro que o ensino sistemático é uma coisa absolutamente dispensável. Comunicação é coisa que pode ser feita por qualquer um, diz respeito ao sagrado direito de expressar-se, e isso é muito correto. Já o Jornalismo é uma profissão e como tal está inserida no processo de divisão do trabalho, necessitando, portanto, ser regulamentada para evitar a voracidade do capital, protegendo os trabalhadores.

2. Defendemos intransigentemente a formação superior de todos os brasileiros e para isso sempre estivemos na luta pela Universidade Pública e de Qualidade. O fato de a exigência de diploma ter feito proliferar as universidades privadas – algumas sem qualidade – não significa que tenhamos que condenar a população ao não acesso aos bancos universitários. Ao contrário. Sempre defendemos o aumento de vagas e a existência de uma política publica de educação que cumpra o que diz a Constituição. Educação gratuita para todos.

3. A decisão dos ministros do STF reflete de forma total e irrestrita uma posição de classe, na medida em que respalda totalmente o desejo - há muito tempo explicitado - dos patrões das empresas de comunicação de massa que queriam a profissão desregulamentada para poder explorar ainda mais a mão-de-obra dos jornalistas.

4. Por conta disso, não foi nenhuma surpresa a decisão dos ministros, visto que esta tendência já havia aparecido quando da votação do fim da Lei de Imprensa, quando eles jogaram fora não apenas o autoritarismo que a constituía, mas também as coisas boas que ali poderiam ser salvas.

5. Tampouco não causa surpresa esta decisão num momento do país em que é o jornalismo que, a despeito de todas as suas deficiências, aquele que consegue expor as falcatruas do poder instituído, dos políticos, dos poderosos da nação. Desqualificar a profissão significa tirar dela também o seu potencial crítico, tornando-a ainda mais cortesã do poder, na medida em que estar jornalista só vai depender da vontade patronal. Assim, aquele que é criado pelo patrão não lhe morderá a mão.

6. A decisão também se configura um retrocesso gigantesco no que diz respeito à luta dos jornalistas brasileiros que, desde 1918, no seu primeiro Congresso, reivindicavam a necessidade da criação de escolas de Jornalismo para qualificar ainda mais a informação recebida pelo povo. Os ministros prestam, assim, um tremendo desserviço à nação na medida em que tripudiam da educação formal, como ela não fosse necessária para os brasileiros. Revivem assim, uma nação autocrática e colonial que acreditávamos sepultada.

7. Nesse sentido, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina repudia o atraso e afirma sua disposição de manter acesa a luta pela qualidade de informação, pelo espírito crítico dos jornalistas, por formação pública e de qualidade e na defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores. Reitera também a luta permanente por uma sociedade livre, soberana, na qual o interesse público sempre se sobreponha aos interesses do capital.

Direção do SJSC.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quem sabe essa turma do STJ não quer voltar mais um pouquinho no tempo e julgar os verdadeiros culpados.



Arte: Milagroso Henfil

Jornalistas obrigados a pendurar as chuteiras, segundo STJ

Fim do diploma de jornalista - retrocesso


http://tiras-hagar.blogspot.com/

Supremo Tribunal de Justiça decide fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista


foto: Google

Você pode tomar remédio com indicação de um médico ou por conta própria. Podes ser operado por um médico ou pode solicitar a um entendido a cura.
Também podes ser defendido por um advogado ou pode se calar e aceitar a condenação.
Podes ler reportagens de um jornalista formado ou pode ler receitas de bolo.

O fim do diploma de jornalista é como o poder cala a verdade.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Festa do Divino da Lagoa da Conceição - Fotografiasocial / Luiz C. Schmitz 02





Festa do Divino da Lagoa da Conceição - Fotografiasocial / Luiz C. Schmitz





terça-feira, 9 de junho de 2009

Coleta de lixo no feriadão

Feriado Corpus Christi

A Comcap informa que não vai haver coleta de lixo convencional nem seletiva na quinta-feira (11) em razão do Feriado de Corpus Christi.

Na sexta, sábado e domingo, os roteiros serão feitos normalmente.

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Usuários da coleta convencional nos locais onde haveria coleta na quinta, devem se programar para acondicionar os resíduos até o dia subsequente de coleta: na sexta, onde a coleta é feita diariamente como no Centro; no sábado, nos bairros onde a coleta é alternada, três vezes por semana e no domingo, onde a coleta é noturna.

Sexta-feira (12) Centro, Avenida Beira-mar Norte, ruas gerais da Trindade, da Agronômica, da Carvoeira e do Pantanal, região comercial do Estreito, região comercial da Lagoa, Rendeiras e Joaquina.

Sábado (13): Daniela, Jurerê Internacional, Praia do Forte, Jurerê Tradicional, região comercial e balneário dos Ingleses nas imediações da Rua das Gaivotas, Rio Vermelho, Rio Tavares, Campeche, Carianos, Tapera, Canto da Lagoa, Vargem Grande e Vargem do Bom Jesus.

Domingo (14): Santa Mônica, Anchieta, Córrego Grande, Itacorubi, Balneário do Estreito, Estreito, Jardim Atlântico, Coloninha e Monte Cristo.

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Usuários da coleta seletiva nos bairros Sítio Capivari, Muquém, Ingleses e Santinho, Santo Antônio, Sambaqui e Cacupé, Rendeiras, Joaquina, Barra da Lagoa, Cidade da Barra e Fortaleza, Armação, Pântano do Sul e Morro das Pedras (nove ruas das Areias), Canasvieiras e Canto do Lamin devem guardar os materiais até a quinta-feira seguinte (18).

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Festa do Divino da Lagoa da Conceição

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cão usa cinzeiro como casinha no Tilag


Nossa casa é nosso templo. Dignidade não deve ser para poucos, mas sim, para todos.

A árvore é nossa e não deve ser cortada.


A árvore localizada na rua Afonso Delambert Neto corre risco de morte. Algumas autoridades locais querem cortar a árvore já que conforme alegam ocupa a passagem de pedestres. As opções para manter a árvore centenária no local, seriam construir um desvio para os pedestres, retirando o espaço de uma vaga de automóvel ou o dono do terreno ceder um pedaço do seu. Como ninguém quer dar o braço a torcer, a árvore pode estar com os dias contatos caso a comunidade não cobre a sua preservação e segurança.

Novo diretor Acif Regional Lagoa - união para raio-x do bairro



Eduardo Campos, 46 anos, natural de Belo Horizonte e proprietário do restaurante Nigiri Sushibar, assumiu a diretoria da ACIF Lagoa (Associação Comercial e Industrial da Florianópolis Regional Lagoa da Conceição). A nova sede fica à rua Nossa Senhora da Conceição, sala 4.
O seu primeiro trabalho como diretor será fazer um raio-x da Lagoa. Através de uma pesquisa com os associados, ex-associados e empresas de destaque da região, desta forma será possível realizar estatísticas que mostrarão as necessidades das empresas, sejam na mão-de-obra, nos serviços ou nos produtos, sejam eles comprados ou vendidos. A partir daí será possível fazer um levantamento para futuros projetos com base nos dados obtidos junto aos entrevistados.
Na operação raio-x, o mais importante será a participação dos empresários respondendo aos questionários que serão utilizados para tal pesquisa
A Acif Lagoa dispõe de um excelente espaço para treinamento com uma sala para cursos de gastronomia, artes e ofícios, informática para terceira idade e empreendedorismo. A sede da regional Lagoa também conta com um auditório. Estes espaços serão de grande utilidade para capacitação profissional dos associados e comunidade, além de implantar cursos conforme as exigências do resultados da operação Raio-X.
O diretor Eduardo Campos quer fomentar a Acif, trazendo novos associados e informando os benefícios para o associado, como espaço, descontos em diversos estabelecimentos e assistência médica. Qualquer pessoa pode se associar à Acif, como pessoa física registrada em seu conselho de classe.


Quem é Eduardo Campos
Eduardo Campos possui formação acadêmica em Ciências Contábeis e Administração de Empresas pela PUC-MG e pós-graduação em Auditoria pela UFMG. De 1978 à 1986 trabalhou operando no mercado financeiro, na bolsa de valores e mercadorias. De 1987 a 1996 trabalhou com auditoria na Price Waterhouse, maior empresa de auditoria do mundo. Foi professor de cursos de pós-graduação e especialização na área de finanças, contábil e planejamento estratégico.
Mudou de profissão em 1997 quando abriu um restaurante em Belo Horizonte, o Nigiri, e também começou a trabalhar profissionalmente com produção de vídeos. O restaurante Nigiri de Florianópolis foi fundado em 2003. Eduardo também faz parte do conselho fiscal da Abrasel e atualmente está produzido, de uma forma inédita no páis, o festival Brasil Sabor para o Canal 20 Net.
Eduardo Campos explica a mudança de ramo, por ser “mais prazeroso lidar com o público e com os funcionários de um restaurante do que com auditoria, pelo stress, só tem problemas e é muito desgastante”, diz o empresário que também gosta de receber seu público no restaurante.
Eduardo Campos veio para Florianópolis quando no verão de 2003 percebeu a oportunidade de abrir um negócio. “Em Florianópolis há muitas opções de trabalho para quem quer trabalhar. Muitas pessoas reclamam da qualidade de serviço, no seu entendimento isto significa oportunidade de trabalho, ao invés de reclamar, faça melhor e seu trabalho está garantido.
O seu restaurante Nigiri é um sucesso em Florianópolis, apesar da atual crise financeira que assola o mundo. Decidiu investir pesado em publicidade e levou a empresa ao conhecimento do público. “Desta forma, diversas pessoa conheceram nossa casa, aumentando o giro dos produtos, estando sempre frescos, consequentemente aumentando o faturamento. Quem não é conhecido não é amado. Não sei quem inventou isso, mas é verdade”, diz Eduardo Campos.

Baile da SAL - Uma resistência cultural na Lagoa






Fotos livres para download citando a fonte.

Todas as quartas e domingos acontece o baile da Sociedade Amigos da Lagoa (SAL). As quartas o baile é para a terceira idade, das 15h às 19h e domingo das 20h às 24h, aberto ao público em geral.
A SAL existe há 40 anos, desde 1968 e sempre ofereceu o baila à comunidade, “o único divertimento dos nativos”, conforme Zenir Fernandes, presidente da Sal, que lembra de “na época da tainha o movimento diminui”.
A entrada custa R$ 10 reais o casal, R$ 5 mulher e R$ 8 para homens. Uma vez por mês acontece o café colonial, com baile e sorteio de brindes, agora em 24 de junho. As bandas são de várias cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul regadas de muita cerveja, água e refrigrante.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Caps - Florianópolis



Loucura é buscar a normalidade

Jornalista critica bancos e é demitida - assista.

video

O transporte público deve servir a população



O transporte público em Florianópolis está sob processo de licitação. A licença de 10anos para explorar o serviço terminou no início deste ano de 2009 e a discussão sobre um transporte decente e de qualidade dependerá da participação de toda a população da capital. Os números sobre a lucratividade e custos são sigilosos e somente a Prefeitura e os empresários sabem exatamente quais são os valores, mesmo sendo um serviço de utilidade pública.
As opiniões sobre o futuro dos transportes na capital são opostas. A municipalização do transporte público de Florianópolis não seria viável pelo alto custo do serviço, segundo informações da Secretaria de Transportes da Prefeitura. A Prefeitura, a curto prazo, não teria verba para assumir a responsabilidade. Somente um empréstimo, no BNDES, por exemplo, poderia viabilizar a municipalização. Para a Secretaria de Transportes o passageiro continuaria a pagar pelo serviço mesmo com a administração do município, sob a visão da atual administração.
A prefeitura possui um sistema eletrônico que fiscaliza diariamente a quantidade de passageiros que circulam na capital. Isso somente é possível pela bilhetagem eletrônica, que agiliza o controle e evita falsificações. Antes do processo eletrônico, os vales estudantis e transporte eram de plástico ou papel, sendo muito fácil sua falsificação e extravio.
O transporte público é crucial para a independência dos trabalhadores, por ser responsável pela mobilidade e conexão entre diferentes bairros e municípios. O alto custo das passagens, a falta de horários e a má conservação fazem com que seja uma penúria se locomover na cidade sem um veículo próprio. Em Florianópolis, no mês de março, as empresas somadas tiveram ao todo 164.082 viagens no mês para atender a todos os seus passageiros, com 2.832.156,57 km percorridos.
Atualmente, em Florianópolis, circulam 467 ônibus, divididos em cinco empresas (Canasvieiras, Emflotur, Estrela, Insular e Transol). Desta frota, contam microônibus, ônibus articulado, ônibus leve e ônibus pesado. A receita total gerada com o transporte na capital, no mês de março de 2009, rendeu R$ 5.188.690,10, segundo dados da Secretaria de Transporte da Prefeitura de Florianópolis, ultrapassando mais de 6 milhões de passagens, transportando uma média de 100 mil passageiros por dia.
Para cada ônibus que circula na capital são 849,5 possíveis passageiros. Em Florianópolis são 400 mil moradores, para uma frota de 151.233 carros e 27.376 motos, que representam mais de 90% dos veículos automotores da cidade. A frota de automóveis na capital é a maior em todo o estado de Santa Catarina, a frente de Joinville, mesmo com uma população maior do que a da capital. Ou seja, o ônibus em Florianópolis atende somente a população excluída, aqueles que não podem comprar um automóvel e dependem do transporte público.
A imagem de Florianópolis é explorada como sendo a “Europa brasileira” e é muito difundida em todo o país. Tanto que o governador do estado, Luis Henrique (PMDB), disse que “andar de ônibus é coisa de pobre”, segundo opinião relatada em coletiva de imprensa na Casa do Jornalista, quando divulgava o metrô de superfície que passará pela ponte Hercílio Luz.
Para solucionar este problema, o Movimento Passe Livre lidera uma frente contra o aumento das passagens além de criar o ideal da Tarifa Zero, com a conseqüente municipalização dos serviços de transporte público e gratuidade das passagens. A tarifa só não é gratuita por falta de vontade política. A Tarifa Zero baseia-se em um fundo municipal que direcione o dinheiro de setores privilegiados da sociedade para custear o transporte coletivo. Seria redirecionado o IPTU de donos de bancos, shoppings e mansões para financiar os custos do transporte público.
O que acontece hoje na capital é o sucateamento das empresas para gerar mais lucros aos seus poucos proprietários. Ou seja, o transporte coletivo deveria servir ao povo e não o povo servir à empresa, por ser um serviço essencial à dignidade social. Os aumentos anuais no preço das passagens parecem ser irrisórios, por serem centavos, mas a sua soma no orçamento mensal mantém o trabalhador em situação de pobreza. A passagem aumenta conforme o reajuste do salário mínimo. Nos últimos dez anos a passagem aumentou 280% e o salário mínimo 340%.
A Tarifa Zero não é um sonho, mas sim, uma saída possível que somente depende da organização coletiva dos trabalhadores e estudantes. Quem paga hoje os custos do transporte público são os usuários. Se os motoristas e cobradores quiserem aumento de salários, não será o patrão que terá seus lucros reduzidos, a população é que terá uma passagem mais cara. Além disso, o asfaltamento de ruas e a construção de terminais são débitos certos na conta do trabalhador.
No Brasil, são 40 milhões de cidadãos que não têm acesso ao transporte público, seja pelo sucateamento do serviço ou pelo alto preço das passagens. A tarifa da capital é uma das mais caras do Brasil em transporte municipal caso o usuário pague em dinheiro. Para que a população possa ter um transporte público gratuito e decente é preciso que tomem as ruas, se organizando com políticas públicas justas e igualitárias. A falta de vontade política da sociedade brasileira acarreta em um punhado de políticos que após serem eleitos somente beneficiam a elite. Fome na barriga dos outros sempre demora mais para ser resolvida.
A cidade de Florianópolis é tradicionalista. Isso mostra um sentimento provincial em que um punhado de seis famílias comanda todos os bens materiais da capital. A cidade foi governada por reacionários até hoje, com poucas intervenções sociais, que não implementaram medidas populares, o que faz de Florianópolis um luxo de viver somente para os amigos do rei.
O povo deve ser o seu próprio governo. Somente com pessoas lutando pelos seus direitos que se terá um acúmulo histórico de lutas que traz melhorias para toda a população. Florianópolis teve até hoje poucos progressos, mas com certeza, deve-se à pressão popular massiva, organizada, com todos reivindicando melhorias coletivas, sem distinção ou preconceitos.
O Movimento Passe Livre, mais sindicatos e organizações independentes estão trabalhando a memória e o resgate das manifestações contra os aumentos das passagens, pela Tarifa. O Movimento possui um trabalho de mais de 10 anos de luta e resistência.
O transporte coletivo é um bem público que deveria atender eficazmente a todos. O meio de transporte particular é limitado e beneficia somente uma parcela mínima da população. Quantas não são as famílias que comem pão dormido, mas não deixam de pagar a gasolina para o seu carro? Para ser um transporte eficiente deve focar no deslocamento da população como um todo. Assim como está é um transporte privado, só usa quem paga, famílias carentes estarão desprovidas desse meio de locomoção.