



Foto 01:Os atores Alício Amaral e Juliana Pardo, de São Bernardo do Campo, São Paulo, apresentaram a peça Donzela Guerreira, no Festival Isnard de Azevedo, no Teatro Álvares Carvalho
Foto 02: Encontro de poesia da Casa de César Félix reúne a vanguarda da arte em Florianópolis. A união dos artistas é para mostrar que a poesia pode, além de mudar o mundo, também ser um meio de vida.
Foto 03: Criança brinca de pescar com tarrafa na Lagoa da Conceição. O Pequenino disse que aprendeu a arte com o pai, e mostrou muita força de vontade na hora de abrir a tarrafa. Uma tradição viva, que deve ser respeitada e admirada.
Foto 04: Uma trupe de crianças invade a Barca dos Livros. Quadrinhos e livros com desenhos são os livros mais requisitados. Assim o futuro pode ser outro!
Vida de pescador não é fácil
Tarrafear não é nada fácil. Preservar a cultura dos pescadores aqui na Lagoa da Conceição é valorizar a cultura e tradição local. É muito difícil pescar de tarrafa, não é nada fácil conseguir jogar aberta.
Outro problema para os pescadores da Lagoa é a quantidade de lixo que vem quando a tarrafa é içada. São sacos plásticos e objetos deteriorados que somente poluem e afastam os peixes do local.
Agora uma técnica muito interessante é capar os siris. Pega-se as patas de trás do siri e as coloca por trás das garras, assim imobilizado o siri e anulando os riscos de ser beliscado.
Para quem quiser aprender a tarrafear é bom começar com uma tarrafa pequena, por serem mais leves e mais fáceis de abrir. Mesmo assim, tem que saber usar o corpo e as mãos para ter sucesso, tarrafa fechada não pega nem bota furada.
28 de agosto, comemora-se os 30 anos da anistia no Brasil
Os anos de ditadura no Brasil e em toda a América Latina foi um período negro, terrível e sangrento. Os corpos e a mente daqueles que lutaram por uma nação, renegando qualquer valor individualista, foram a cruz que carregaram com a militância contra o imperialismo patrocinando a ditadura.
A tortura foi usada cruelmente. Os torturadores eram bestas em formas humanas que não julgavam suas ações. Animais que tomavam o café da manhã, iam para os quartéis e prisões e passavam o dia a sodomizar, eletrocutar e a bater até a exaustão, todos aqueles que tiveram a coragem de desafiar a ditadura.
Em Florianópolis há um monumento em forma de mãos, em frente à Assembléia Legislativa, que louva todos aqueles que lutaram pela liberdade e contra a tirania da ditadura. Dói pensar que o mundo é assim, covarde e opressor em relação aos pobres, os oprimidos e diferentes, que o dinheiro possa comprar tudo.
Fica a lembrança daqueles que lutaram por um mundo melhor. Os militante mortos, hoje, com certeza, estão entre as estrelas, brilhando para inspirar a humanidade por um mundo igualitário.
Teatro de excelência
Os atores Alício Amaral e Juliana Pardo, de São Bernardo do Campo, São Paulo, apresentaram a peça Donzela Guerreira, no Festival Isnard de Azevedo, no Teatro Álvares Carvalho. O espetáculo foi uma peça a parte do evento, executada com muito profissionalismo e liberdade.
Conta a história de uma mulher que se fantasia de homem para guerrear no sertão nordestino. Existe uma paixão assumida entre os atores, que no final ela morre e levanta questões sobre amor e gênero, enraizadas em todos mas oprimidas pelo preconceito.
A peça ensina as pessoas a amarem e respeitarem, sem limites, já que o que interessa está dentro do ser humano, coisa que ninguém pode fantasiar.
Minha Vida Cor de Rosa
O Projeto Cinema falado, do Museu Vitor Meirelles, semana sim outra não, todas as quintas-feiras, às 18h30, leva ao espectador sempre um filme polêmico que segue com a mediação de um professor especializado no tema desenvolvido pelo filme.
O Filme Minha Vida Cor de Rosa, Francês, com direção de Lukas Moodysson, conta uma história de uma menino de sete anos que diz que quando crescer será uma mulher e irá casar com seu amigo de bairro. O filme despeja sobre o espectador um tonel de preconceitos que obrigam a família do menino a mudar de bairro para fugir da “vergonha” que é ter um filho homossexual, diante de uma sociedade que está sempre de olhos bem arregalados para tudo o que é diferente e ousado
A mediação do filme foi da professora de teatro Maria Brígida de Miranda, da Udesc, que levantou problemáticas atuais de nossa sociedade. A professora argumenta que é muito comum escolas e vizinhos destratarem e vigiar tudo o que destoa de um padrão simétrico, que conteste a realidade.









































